Cinco motivos para assistir o UFC 214 neste sábado

Chegou o dia do principal evento do ano para os fãs de MMA. O UFC 214, evento que acontece neste sábado (29), em Anaheim (EUA), contará com três disputas de cinturão no mesmo card, duas envolvendo brasileiros, além da presença de dois ex-campeões. Ao todo, quatro lutadores do Brasil entrarão em ação.

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A rivalidade de Daniel Cormier e Jon Jones em cinco capítulos

Jones e Cyborg são favoritos para o UFC 214 (Foto:Reprodução/Twitter UFCBrasil)
Jones e Cyborg são favoritos, mas Demian é azarão para o UFC 214

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Vídeo: Palpites – UFC 214 – Daniel Cormier x Jon Jones 2

Na atração principal do show, Daniel Cormier e Jon Jones fazem a aguarda revanche pela disputa do cinturão peso meio-pesado, enquanto o peso meio-médio Tyron Woodley colocará seu título em jogo contra o paulista Demian Maia, na segunda luta mais importante do show. Na primeira disputa de cinturão da noite, a curitibana Cris Cyborg enfrenta Tonya Evinger, em combate que definirá a campeã peso pena feminino da organização.

Outros dois nomes confirmados são os ex-campeões Robbie Lawler e Renan Barão, que enfrentam Donald Cerrone e Aljamain Sterling, respectivamente. Na porção preliminar, as promessas dos penas Brian Ortega e Renato Moicano fazem um duelo de invictos.

Para você entrar no clima do UFC 214, o SUPER LUTAS preparou cinco motivos para você assistir o evento.

1 – A revanche do século 

No primeiro encontro, vitória de Jones (Foto: Reprodução/Twitter UFC Brasil)

No primeiro encontro, vitória de Jones (Foto: Reprodução/Twitter UFC Brasil)

Dois dos melhores meio-pesados de todos os tempos, Jon Jones e Daniel Cormier já estiveram marcados para se enfrentar outras quatro vezes. Destas, apenas uma luta aconteceu, com vitória de “Bones” por decisão unânime. Neste sábado, finalmente acontece uma das revanches mais esperadas de todos os tempos.

Após o primeiro duelo entre os dois, o então campeão Jones teve problemas fora do octógono e perdeu seu cinturão. O título foi recolocado em disputa no UFC 187, em maio de 2015, quando DC se recuperou do revés para o rival, finalizou Anthony Johnson e se tornou o novo rei da categoria até 93 kg. Desde então, ele defendeu seu título contra Alexander Gustafsson e em revanche com Johnson, além de vencer Anderson Silva em combate onde seu cinturão não estava em jogo.

Já Jones teve que lidar com os problemas judiciais e foi suspenso por um ano do UFC. Antes de enfrentar DC novamente, no UFC 200, novo gancho: mais 12 meses por ter caído no doping. Neste tempo, enquanto o adversário lutou três vezes, “Bones” só entrou em ação contra Ovince St. Preux, em atuação abaixo da média.

Neste sábado, porém, a rivalidade entre os dois pode chegar ao fim, em caso de vitória de Jones, ou abrir caminho para um novo e derradeiro capítulo, caso Cormier saia vencedor.

2 – A última chance de Demian Maia 

Demian disputará o cinturão dos meio-médios (Foto-Twiiter/UFC)

Demian disputará o cinturão dos meio-médios (Foto-Twiiter/UFC)

A caminhada foi longa e cheia de pedreiras, mas Demian Maia, aos 39 anos, terá, enfim, a oportunidade de disputar o título dos meio-médios. Depois de enfileirar sete oponentes, incluindo nomes como Neil Magny, Gunnar Nelson, Matt Brown, Carlos Condit e Jorge Masvidal, o paulista enfrenta o campeão Tyron Woodley com o objetivo de levar o jiu-jítsu ao topo.

Brasileiro com o maior número de vitórias na história do UFC – 19 no total -, Demian é um daqueles casos raros: não oferece o benefício da dúvida e todos sabem o que ele vai tentar fazer, mas pouquíssimos conseguem evitar. Apontado por muitos por ter o melhor jiu-jítsu adaptado da história do MMA, o craque da arte suave é avesso as provocações, prefere mostrar seu valor dentro do octógono, de preferência com finalizações.

Ao enfrentar Woodley, Maia certamente terá o maior desafio logístico na divisão até 77kg. Wrestler condecorado e com altíssimo percentual de defesas de quedas, o norte-americano apostará no bom grappling defensivo e nas mãos pesadas para tentar brecar a boa fase do brasileiro.

Demian Maia conseguirá transpor o sistema de defesa de Woodley ou ficará pelo caminho? O resultado saberemos logo mais, mas, de qualquer forma, uma coisa é inegável: seu legado já está marcado na história do esporte.

3 – Chegou a hora de Cris Cyborg

Cyborg disputará pela primeira vez o cinturão do UFC (Foto: Reprodução/Facebook UFC)

Cyborg disputará pela primeira vez o cinturão do UFC (Foto: Reprodução/Facebook UFC)

O próprio título da retranca já diz tudo. Considerada há muito tempo como a melhor lutadora de MMA de todos os tempos, Cris Cyborg irá finalmente lutar pelo cinturão do UFC. Invicta há 18 lutas – seu único revés foi em sua estreia como profissional, em 2005 -, ela terá a chance de coroar sua carreira repleta de conquistas, incluindo os títulos do Invicta FC e o extinto Strikeforce.

A importância de Cyborg para as mulheres no MMA é tão grande, que não é segredo para ninguém que o peso pena feminino foi criado pelo Ultimate em prol da brasileira, uma vez que a mesma é incapaz de bater o peso limite dos galos, em virtude do seu tamanho avantajado para a categoria. Tanto que suas duas únicas atuações na casa, os nocautes sobre Leslie Smith e Lina Lansberg, foram em peso caso (63,5kg).

A encarregada de tentar impedir o sonho da curitibana é a estreante Tonya Evinger, ex-campeã do Invicta. Aos 36 anos, quatro mais velha que a rival, Evinger entra como franco azarão, basicamente sem maiores responsabilidades em torno de seu nome. Também pudera, afinal, das 17 vítimas de Cyborg, 15 ficaram pelo caminho através dos punhos pesados da atleta da Chute Boxe, tamanho a superioridade técnica perante à concorrência.

4 – Ex-campeões em busca de recuperação 

Barão e Lawler tentam voltar ao topo (Foto: Reprodução/Facebook/Montagem SL)

Barão e Lawler tentam voltar ao topo (Foto: Reprodução/Facebook/Montagem SL)

Além das três disputas de cinturões citadas acima, o evento também contará com as presenças de dois ex-campeões do UFC: Renan Barão e Robbie Lawler. Embora os dois se encontrem em situações diferentes, podemos afirmar que ambos buscam recuperação na carreira.

Ex-campeão peso galo, Barão atravessa a pior fase da carreira. Desde que foi brutalmente destronado por TJ Dillashaw, em maio de 2014, o potiguar não conseguiu repetir as boas atuações. Nas quatro lutas que fez desde então, tem 50% de aproveitamento: finalizou Mitch Gagnon, foi novamente nocauteado por Dillashaw, perdeu para Jeremy Stephens e bateu o limitado Phillipe Nover, sendo as duas últimas nos penas.

A intenção de Barão era retornar ao peso galo, mas foi proibido pela Comissão responsável pelo UFC 214, em virtude dos problemas que já enfrentou com a balança. Desse modo, o duelo contra Aljamain Sterling será disputado em peso casado (até 63,5kg). Se quiser se manter relevante e refazer sua caminhada rumo ao topo, uma vitória convincente é mais do que necessário para quem já foi considerado o melhor do mundo.

O caso de Lawler é diferente. Sem dar as caras desde julho de 2016, quando perdeu o cinturão dos meio-médios ao ser nocauteado por Tyron Woodley, o Ruthless ainda continua em alta na divisão. Conhecido pelas guerras travadas dentro do octógono, como nas lutas pelo título contra Johny Hendricks, Rory MacDonald e Carlos Condit, ele quer garantir que a cinta de ouro ainda pode ser sua.

Para isso, terá que superar o sempre casca-grossa Donald Cerrone, que vinha de quatro vitórias consecutivas até ser brecado por Jorge Masvidal. Na peleja entre dois strikers criativos e habilidosos, certamente o vitorioso se colocará em posição ainda mais favorável até 77kg.

5 – Promessa brasileira em ação 

Moicano tentará manter a invencibilidade (Foto: Reprodução/Facebook UFC)

Moicano tentará manter a invencibilidade (Foto: Reprodução/Facebook UFC)

O primeiro representante tupiniquim no show será o peso pena Renato Moicano. Invicto com 11 vitórias e um empate na carreira, o brasiliense está no Ultimate desde há quase três anos, mas realizou apenas três lutas nesse período.

A estreia, em dezembro de 2014, foi contra o finlandês Tom Niinimaki, a quem não dificuldades para finalizar. Após sofrer com as lesões e ficar todo o ano de 2015 inativo, Moicano voltou ao octógono no histórico UFC 198, em Curitiba, em maio de 2016. A atuação foi discreta, mas suficiente para superar o russo Zubaira Tukhugov. No entanto, maior triunfo de sua carreira veio em seu último desafio.

Escalado contra o perigoso Jeremy Stephens, na época o 5º no ranking dos penas, Renato, franco azarão para o combate, surpreendeu ao ter uma performance convincente e bem confiante em pé, levando a melhor na decisão dividida contra o norte-americano. O resultado colocou o brasileiro no top 10 dos penas.

Agora, contra o também invicto Brian Ortega, número 8 da divisão, Moicano terá que provar, mais uma vez, que o status de promessa já é coisa do passado. Aos 28 anos, Moicano já é uma realidade na disputada categoria até 66kg.

Ficha técnica do UFC 214

DATA E HORÁRIO: 29/07/2017, a partir de 19h30 (horário de Brasília)

LOCAL: Honda Center, Anaheim, Estados Unidos

TRANSMISSÃO: Canal Combate

CARD PRINCIPAL 

Peso meio-pesado: Daniel Cormier x Jon Jones

Peso meio-médio: Tyron Woodley x Demian Maia

Peso pena: Cris Cyborg x Tonya Evinger

Peso meio-médio: Robbie Lawler x Donald Cerrone

Peso meio-pesado: Jimi Manuwa x Volkan Oezdemir

CARD PRELIMINAR

Peso pena: Ricardo Lamas x Jason Knight

Peso casado (63,5kg): Aljamain Sterling x Renan Barão

Peso pena: Renato Moicano x Brian Ortega

Peso pena: Andre Fili x Calvin Kattar

peso palha: Kailin Curran x Alexandra Albu

Peso mosca: Eric Shelton x Jarred Brooks

Peso leve: Josh Burkman x Drew Dober

Source: Portal da Luta

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