Preparador físico de Anderson Silva elogia Jon Jones e vê futuro promissor nos pesados: “Tem estrutura para isso”

Jon Jones retornou ao octógono com um nocaute expressivo sobre seu maior rival, o ex-peso pesado Daniel Cormier, o que, somado ao que já foi conquistado em sua carreira, o coloca entre os maiores nomes do MMA de todos os tempos. Para muitos, ele já alcançou o status de maior. Preparado físico de Anderson Silva, Rogerio Camões exaltou as qualidades do campeão meio-pesado do UFC, mas deixou claro que ele ainda não superou o brasileiro.

“Jon Jones é um fenômeno do MMA. Depois de Anderson Silva, vem o Jon Jones. O Anderson foi o Anderson, único, o que o Anderson Fez ninguém nunca mais vai fazer, da forma como ele lutava, do show, e a segurança com que ele fazia. Agora, o Jon Jones vem atrás, é um cara que tem muito talento, e mostrou que é o campeão. Pelo menos na (categoria) 93kg não tem ninguém para ganhar dele tão cedo”, disse o líder da X-Gym, que vê um futuro promissor para Jon Jones caso ele realmente suba para os pesos pesados. “Se ele realmente subir de categoria vai ser uma encrenca para os pesos pesados também. Vai ser briga dura para qualquer um que encarar ele no heavyweight, porque ele tem altura, tem envergadura e tem estrutura para se tornar um bom peso pesado”.

Rogerio Camões e seu mestre, Valquenares, treinam juntos há 50 anos – Foto: Leonardo Fabri

Na semana passada Rogério Camões prestigiou a inauguração de uma sala de lutas num projeto social no qual é padrinho, no Morro do Adeus, no Complexo do Alemão, Rio de Janeiro, e aproveitou para fazer um a homenagem ao seu mestre no Judô, Valquenares Corrêa de Oliveira, com quem treina há 50 anos.

“Aos 10 anos passei a ser aluno do mestre Valquenares, e ele que me deu a faixa-preta de Judô. Ele foi meu único mestre a vida inteira, eu nunca procurei outra pessoa para me ensinar Judô, quem me ensinou foi ele, e me ensina até hoje. O mais interessante é que eu comecei aos 10 anos, e ele tinha 20, eu era uma criança e ele um jovem, e hoje eu estou completando 60 e ele 70. Então, são 50 anos juntos, meio século”, explicou Camões. “Isso representa a lealdade. Hoje eu vejo na arte marcial, o cara pula de galho em galho, não existe mais o referencial de mestre. O cara sai treinando em tudo o que é lugar e às vezes esquece aquele cara que o abraçou quando ele não era nada, que fez dele um faixa-preta, um campeão, um professor de arte marcial, às vezes essas pessoas abandonam, esquecem. Eu vejo muito mestre esquecido. Mas não só de Judô, não, estou falando de artes marciais no geral”.

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Source: Portal

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