Especial May-Mac: Cinco momentos marcantes da carreira de McGregor

McGregor construiu uma carreira repleta de sucessos (Foto: Reprodução Twitter ufcbrasil)

McGregor construiu uma carreira repleta de sucessos (Foto: Reprodução Twitter ufcbrasil)

Neste sábado (26), em Las Vegas (EUA), Conor McGregor fará história ao enfrentar Floyd Mayweather na superluta de boxe, atração principal do evento May-Mac. Independente do resultado, o irlandês já colocou seu nome nos livros das lutas por se tornar o primeiro lutador do UFC a desafiar uma lenda do boxe.

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No MMA os números de Conor também são invejáveis: único a se tornar campeão simultâneo de duas divisões do UFC – peso pena e leve -, salários astronômicos, nocaute em 13 segundos contra o desafeto José Aldo, protagonista do UFC 205, realizado no história Madison Square Garden, em Nova York, 21 vitórias – 18 por nocaute – e apenas três derrotas. Agora o desafio é ainda maior: tirar a invencibilidade de Mayweather, invicto em 49 duelos profissionais.

Para entrar no clima, o SUPER LUTAS preparou um especial sobre a carreira de McGregor, que tenta chocar o mundo mais uma vez. Confira:

1 – Os primeiros passos no MMA 

McGregor venceu 12 lutas antes de entrar no UFC (Foto:Reprodução/Facebook UFC)

McGregor venceu 12 lutas antes de entrar no UFC (Foto:Reprodução/Facebook UFC)

Natural de Dublin na Irlanda, McGregor deu seus primeiros passos no MMA em 2008, aos 20 anos, quando estreou nocauteando o compatriota Gary Morris no Cage of Truth, pequena organização irlandesa. O início, inclusive, não foi muito animador, com quatro triunfos e dois reveses, todos disputados em seu país natal.

Contudo, o já provocador e agressivo lutador começou a chamar a atenção ao enfileirar oito oponentes em sequência, todos despachados pela via rápida. Nessa caminhada, conquistou os cinturões peso pena e leve do Cage Warriors, ambos em 2012. Em quatro anos como profissional, seu cartel já carregava a expressiva marca de 12 vitórias, sendo 11 nocautes e uma finalização. Naquela altura, o contrato com o UFC era questão de tempo.

2 – Início devastador no UFC

McGregor precisou de pouco tempo para se destacar no UFC (Foto:Reprodução/Facebook ConorMcGregor)

McGregor precisou de pouco tempo para se destacar no UFC (Foto:Reprodução/Facebook ConorMcGregor)

Apenas quatro meses depois de ganhar seu segundo título no MMA, lá estava McGregor, dia 06 de abril de 2013, estreando na maior companhia de lutas do mundo. A primeira vítima foi o norte-americano Marcus Brimage, nocauteado em apenas 68 segundos. O próximo da fila foi o hoje campeão dos penas Max Holloway, que até dificultou as ações nos primeiros minutos, porém foi derrotado por decisão unânime dos árbitros locais – a primeira vitória por pontos da carreira de Conor.

Com 2-0 no Ultimate somado a personalidade forte renderam ao irlandês seu primeiro main event na franquia. E foi em casa, em Dublin, em julho de 2014, que McGregor ‘deitou’ mais um adversário no octógono: o brasileiro Diego Brandão. Depois, os nocautes sobre Dustin Poirier e Dennis Siver lhe credenciaram a tão aguarda disputa de título contra o até então detentor da cinta José Aldo, que passou a ser constantemente citado pelo europeu.

3 – A rivalidade com José Aldo

Aldo (dir)e Conor (esq) travaram rivalidade intensa (Foto:Reprodução/Twitter ConorMcGregor)

Aldo (dir)e Conor (esq) travaram rivalidade intensa (Foto:Reprodução/Twitter ConorMcGregor)

Não é segredo para ninguém que McGregor tem o dom da oratória, mas o talento do atleta com o microfone na mão foi mundialmente conhecido pelas inúmeras provocações a José Aldo. Com o manauara no posto de número 1 dos penas, ‘The Notorious’ sabia que o início de uma rivalidade com o brasileiro encurtaria seu caminho para o topo. Dito e feito.

Em janeiro de 2015, após 5-0 no UFC, teve o duelo contra Aldo marcado para o UFC 189, em julho, em Las Vegas. Com direito a tour internacional para promover o confronto, Conor usou e abusou das brincadeiras para tirar o brasileiro do sério e ganhar, cada vez mais, fama no cenário mundial do MMA, especialmente no Brasil. No entanto, uma lesão nas costas do lutador da Nova União acabou adiando o aguardado embate entre eles – sem Aldo, McGregor nocauteou Chad Mendes, que foi escalado com menos de 15 dias para o UFC 189 -, e conquistou o cinturão interino da divisão até 66kg.

A luta entre Aldo e Conor foi remarcada para o UFC 194, em dezembro de 2015. As provocações, como sempre, ditaram o ritmo dos meses que antecederam o encontro. E para quem esperava uma batalha equilibrada e cheia de emoção, teve que se contentar com mais um show do irlandês, que chocou o mundo ao nocautear Aldo em apenas 13 segundos.

Incrédulos com o resultado final, Aldo e sua equipe pediram pela revanche imediata, que não foi concedida. Conor, por sua vez, tinha outros planos: fazer história na categoria de cima, dos leves (até 70kg).

4 – Nate Diaz, o desafeto inesperado

McGregor (dir) e Diaz (esq) se enfrentaram duas vezes (Foto:Reprodução/Facebook UFC)

McGregor (dir) e Diaz (esq) se enfrentaram duas vezes (Foto:Reprodução/Facebook UFC)

Após passar por Aldo, The Notorious não perdeu tempo e foi agendado para enfrentar outro brasileiro que figurava no topo: o carioca Rafael dos Anjos, que reinava nos leves. Acontece que os Deuses do MMA reservava outro caminho para ambos. Rafa lesionou o ombro e deixou o card do UFC 196, que acontecerá em março de 2016, sendo substituído por Nate Diaz. Foi o início de uma nova rivalidade.

Contra o bad boy americano, outra novidade: estreia nos meio-médios, até 77kg. No cage, porém, o europeu foi surpreendido e finalizado no segundo round, quebrando uma série de 15 triunfos seguidos. O revés não foi bem digerido por Conor, que bateu o pé e exigiu a revanche. Seu pedido foi acatado pelo UFC, que agendou o segundo encontro com Nate para agosto.

Na coletiva de imprensa pré-evento, mais uma polêmica: McGregor e Diaz protagonizaram uma ‘guerra de garrafas’, episódio que rendeu multas milionárias aos dois lutadores. Quando voltaram a ficar frente a frente, McGregor limpou a derrota ao superar o rival na decisão majoritária dos juízes laterais. Com mais um capítulo encerrado, era chegada a hora de retomar o plano anterior: o cinturão dos leves.

5 – Feito histórico: dois cinturões simultâneos no UFC

Conor se sagrou campeão peso pena e leve do UFC (Foto:Reprodução/Facebook UFC)

Conor se sagrou campeão peso pena e leve do UFC (Foto:Reprodução/Facebook UFC)

Embora ostentasse o título dos penas, McGregor sequer cogitou defender seu posto. Irredutível, fez com que o Ultimate colocasse um cinturão interino em jogo – vencido por Aldo – e lhe desse a chance de enfrentar Eddie Alvarez, então número 1 da divisão até 70kg. O desejo, como sempre, foi aceito. E com direito a cenário ‘ideal’.

O palco reservado não poderia ser mais especial: o lendário ginásio do Madison Square Garden, em Nova York. A edição 205, disputada em novembro de 2016, marcava o retorno do MMA a Nova York, após anos brigando na justiça pela liberação do esporte. E lá estava Conor, o grande protagonista do show. Responsabilidade, diga-se de passagem, que o irlandês domina como poucos.

Em seu último ato no Ultimate, atuação memorável. Dominando do início ao fim, deu espetáculo para o público e tirou para nada o duro Alvarez, que sucumbiu no segundo round, já sem condições de continuar na luta. Ao final, McGregor estava lá, em cima da grade do octógono, exibindo mais um cinturão para o coleção. Mais do que isso: no fatídico dia 12 de novembro, seu nome entrava para a história como o único lutador a conquistar dois cinturões simultâneos do UFC.

Source: Portal da Luta

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