Malfacine exalta estreia no MMA e cita plano ousado: ‘Escrever história no UFC’

Por Mateus Machado 

Nove vezes campeão mundial de Jiu-Jitsu, Bruno Malfacine partiu para o desafio de migrar para o MMA e, após um tempo de duros treinamentos, fez sua estreia oficial na nova modalidade no último dia 27 de agosto, pelo Shooto Brasil 74. Na ocasião, sem dificuldades, finalizou Romário Garcia com um armlock ainda no primeiro round, conquistando sua primeira vitória nas arte marciais mistas.

Se o debute em um novo esporte foi empolgante, Malfacine pretende dar uma sequência ainda melhor à sua trajetória no MMA. Treinando na American Top Team, tida como uma das melhores academias do mundo na modalidade e repleta de brasileiros, o multicampeão na arte suave mostra empolgação ao falar sobre seus planos. Em entrevista exclusiva à TATAME, o faixa-preta disse que o projeto, assim como na maioria dos casos, é chegar ao Ultimate. No entanto, pretende ir mais além, com o desejo de ser campeão e marcar história dentro do maior evento de MMA do mundo.

“O projeto não é apenas chegar ao UFC. O projeto é o cinturão e fazer história. Migrei porque visualizei que poderia ser o melhor. Isso é apenas uma questão de tempo”, disse o lutador.

Veja outros trechos da entrevista com Bruno Malfacine:

– Sensação da estreia no MMA

Foi uma sensação incrível, que eu não sentia há muito tempo. Eu não sabia qual era a sensação de estar dentro do octógono, mas sabia que ia gostar. Eu amei e era realmente o que eu estava procurando.

– Próximos planos dentro do MMA

Já estamos trabalhando para dar os próximos passos, mas antes disso, preciso tirar umas semanas de descanso. Eu estava treinando forte desde janeiro, porque lutei o Pan, Mundial e essa luta (no MMA) em seguida. Tivemos que fazer o camp para o Mundial e para essa luta no MMA ao mesmo. Foi bem sacrificante, porque por alguns meses, eu estava treinando sete vez na semana. Existe, sim, a possibilidade de lutar ainda esse ano, mas preciso respeitar meu corpo.

– Avaliação de seu jogo no MMA

Tivemos um camp, digamos, quase que perfeito. Só não foi perfeito porque ainda não encontramos o cara certo de striker em Orlando (EUA). Então, eu só treinava a parte em pé nos finais de semana, que era quando o Luis Sapo, do Muay Thai, ou o Kelson Pinto, do Boxe, saíam de Coconut Creek e iam para Orlando. Assim que acharmos essa pessoa em Orlando e eu treinar com consistência, minha evolução será natural. Eu compensação, meu Wrestling estava afiado. Tenho evoluído muito e dou muita importância para o Wrestling, assim como a parte em pé. Estou treinando com o Geordan Speiller, ele é número 2 dos EUA da categoria dele e me ajudou muito nessa transição.

– Pressão de torcedores para mostrar, no MMA, a mesma excelência do Jiu-Jitsu

Não posso controlar as atitudes das pessoas, mas posso, sim, controlar a minha mente. Poderia, sim, existir uma pressão de eu estar lutando no MMA, uma obrigação de ganhar por ser nove vezes Campeão Mundial no Jiu-Jitsu. Mas não encarei dessa forma, encarei como se fosse um novo desafio. Todo o trabalho foi feito dentro da academia e tenho a certeza de que farei o meu melhor nos treinos para chegar na minha melhor forma. Mas, no final, eu quero me divertir. Foi assim que sempre fiz no Jiu-Jitsu e deu muito certo.

– Recuperação de ânimo ‘perdido’ no Jiu-Jitsu

Com certeza, esse (recuperação do ânimo, vontade de lutar) foi um dos principais motivos dessa transição (para o MMA) e graças a Deus eu pude sentir essa sensação. Eu curti todo o momento, desde o dia da pesagem. Isso me fez ter a certeza de que tomei a decisão certa de migrar para o MMA.

Rodolfo Vieira e Bruno Malfacine saíram vitoriosos no Shooto Brasil (Foto: Reprodução/Instagram)

– Demora para estrear após comentar sobre transição para o MMA em 2015

Há alguns anos que eu cogitava a possibilidade de migrar para o MMA. Sempre fui muito fã e tinha esse sonho. Em 2015, surgiu uma proposta de uma equipe para mudar para lá e treinar. Eles me disseram que eu era o cara para ser o campeão da categoria. Acabou que, por alguns motivos, não deu certo, e já até ouvi que eu mudei tarde. Não creio nisso… Acredito que foi no momento certo, com a pessoa certa e na oportunidade certa. Acho que não é inteligente você duvidar no que um cara que já ganhou 9 Mundiais pode fazer.

– Planos e projetos na carreira dentro do MMA

O projeto não é apenas chegar ao UFC. O projeto é o cinturão e fazer história.
Migrei porque visualizei que poderia ser o melhor. Isso é apenas uma questão de tempo.

Source: Tatame

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