Werdum cita preferência por Lewis ao invés de Hunt e analisa rival: ‘Bate forte, mas cansa logo’

Passado o calor inicial da confusão com Tony Ferguson, o peso-pesado Fabrício Werdum agora foca no seu duelo contra Derrick Lewis, no próximo sábado (7), pelo UFC 216, em Las Vegas (EUA). Vindo de derrota para Alistair Overeem, em julho deste ano, por decisão dividida dos jurados, o brasileiro busca retomar o caminho das vitórias atrás de um title shot na divisão dos pesados, categoria onde foi campeão entre 2015 e 2016.

Em entrevista à TATAME, Werdum, com seu bom-humor de sempre, falou sobre a preparação para o combate, sua escolha por Lewis ao invés de Mark Hunt – bastante comentada pela mídia – e a sua situação na divisão dos pesados do Ultimate atualmente.

“Me vejo entre os melhores. É um passo para poder lutar pelo cinturão de novo. Depende muito dessa luta contra o Derrick Lewis agora, conseguir uma boa vitória, com nocaute ou finalização, que a galera goste muito. Se rolar, aí já vou direto, eu tenho certeza que vou para o cinturão. O Miococ já está há um tempão sem lutar, até ouvi dizer que ele pode fazer uma luta antes, mas depende muito da minha luta com o Lewis. Se for a luta da noite, aquela que empolga o público, uma grande vitória, é title shot. Se não, se for aquele triunfo morno, aí acho que eu preciso de mais uma luta até disputar o cinturão”, projetou.

Confira o restante da entrevista com Fabrício Werdum:

– Preparação para o confronto contra o Derrick Lewis

A preparação está como sempre né. É difícil alguém dizer que não está bem, que está mal para a luta (risos). Então eu estou me sentindo bem, voltei rápido, não queria ficar esperando muito tempo para lutar. Treinando com o mestre Rafael Cordeiro, a parte de Jiu-Jitsu com o Cobrinha, Wrestling com o Mark Munhoz, preparação física com o Mike, então estou fazendo o meu melhor possível. O mais importante é que o psicológico está bem, a combinação do corpo com a cabeça está funcionando, então é fazer o meu melhor.

– Escolha para encarar o Lewis ao invés do Mark Hunt

Foram várias coisas. Eu preferi o Derrick Lewis, mas em nenhum momento por ser uma luta mais fácil. É um cara grande, com poder de nocaute, então foi mais o fato de eu não querer ir para a Austrália. Lá não é longe, é longe para cara*** (risos), 12h de fuso, então é uma diferença muito grande para os Estados Unidos. Além disso, tem o fato de que as pessoas veem só a luta, mas uma preparação de duas semanas na Austrália é muito dinheiro. Financeiramente é pesado, porque lá você arca com tudo. Eu já passei por isso antes, no México, mas foi um investimento bom pois eu sai com o cinturão (risos). Mas por exemplo, para passar dois meses lá, me preparando com a minha equipe inteira, foram US$ 50 mil, e sai do meu bolso, então eu pensei nisso tudo agora. Decidi que era melhor lutar aqui perto, esse foi o motivo. Nunca tive essa de escolher adversário mais fácil, só que, pela experiência que eu tenho, vi que não valeria a pena lutar lá na Austrália. Na hora eu não pensei nisso de casamento, que meu jogo combina melhor com um ou com outro. Os dois são perigosos, batem bem por cima, gostam de nocautear, então é o mesmo jogo.

– Pontos fortes e fracos do jogo do seu adversário

Ele (Lewis) é bruto, forte, acredita muito na força dele, bate sempre 100%, não tem aquela coisa de medir, é sempre com tudo, soco, chute… Porém, tem os contras também né. Cansa muito mais. Batendo forte, cansa muito mais. Eu, por exemplo, vou medindo minha força até conseguir ver que o cara está sentindo, aí é a hora de aumentar a pressão.

Alistair Overeem Fabrício Werdum (Foto: Getty Images)
Vitória de Overeem gerou muita reclamação por parte do brasileiro Werdum (Foto Getty Images / UFC)

– Pressão maior por você e Lewis virem de derrota

Essa coisa de pressão acho que já não existe mais no meu caso. Já passei por tanta coisa, então pra mim é normal. Quando eu perdi o cinturão todo mundo falou que foi a pressão e tal, mas não foi, foi o fato de eu não ter me concentrado o suficiente naquele momento. Eu errei tudo… Então pressão faz tempo que eu não sinto. Os dois estão vindo de derrota, óbvio, é muito ruim, mas não me pressiona, já estou acostumado a esse tipo de situação.

– Sua situação na divisão dos pesados do UFC

Me vejo entre os melhores. É um passo para poder lutar pelo cinturão de novo. Depende muito dessa luta contra o Derrick Lewis agora, conseguir uma boa vitória, com nocaute ou finalização, que a galera goste muito. Se rolar, aí já vou direto, eu tenho certeza que vou para o cinturão. O Miococ já está há um tempão sem lutar, até ouvi dizer que ele pode fazer uma luta antes, mas depende muito da minha luta com o Lewis. Se for a luta da noite, aquela que empolga o público, uma grande vitória, é title shot. Se não, se for aquele triunfo morno, aí acho que eu preciso de mais uma luta até disputar o cinturão.

– Duelo polêmico contra o Alistair Overeem no passado

A luta do Overeem já passou, não tem o que fazer, o resultado foi dado. Não volta atrás, fazer o que… Todo mundo viu que eu ganhei aquela luta, então isso vai ficar na memória das pessoas. É ruim pelo resultado negativo, ganho menos financeiramente, fica no meu cartel para o resto da vida, e foi uma derrota que não foi derrota né, mas o resultado está aí. Tentei entrar com um recurso, não tive resposta ainda, mas acho difícil que mude algo.

CARD COMPLETO:

UFC 216
T-Mobile Arena, em Las Vegas (EUA)
Sábado, 7 de outubro de 2017

Card principal
Tony Ferguson x Kevin Lee
Demetrious Johnson x Ray Borg
Fabrício Werdum x Derrick Lewis
Mara Romero Borella x Kalindra Faria
Beneil Dariush x Evan Dunham

Card preliminar
Tom Duquesnoy x Cody Stamann
Will Brooks x Nik Lentz
Lando Vannatta x Bobby Green
Pearl Gonzalez x Poliana Botelho
Walt Harris x Mark Godbeer
John Moraga x Magomed Bibulatov
Thales Leites x Brad Tavares
Matt Schnell x Marco Beltrán

Source: Tatame

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