Vasco da Gama abre portas de São Januário para projeto que ensina Jiu-Jitsu a jovens de comunidades; veja

No início dos anos 2000, o Club de Regatas Vasco da Gama patrocinou competidores de Jiu-Jitsu da Brazilian Top Team, que já eram consagrados dentro dos tatames, como Amaury Bitetti, Vitor Shaolin, Ricardo Libório e Vitor Belfort. Agora, o clube do bairro de São Cristóvão investe em novos talentos oriundos de comunidades próximas, como a Barreira do Vasco e o morro do Tuiuti.

Com um projeto social nas dependências do estádio de São Januário, em parceria com a Legião da Boa Vontade, Super Rádio Brasil e Prime Esportes, o clube dá oportunidades para cerca de 50 jovens aprenderem não apenas as técnicas da arte suave, como também todo o ensinamento de respeito que a luta proporciona.

O responsável pela aulas é o soldado e faixa preta de Jiu-Jítsu da GFTeam, Rodrigo Noronha, que se orgulha da missão designada a ele há dois anos.

“O intuito é ajudar no desempenho escolar e na disciplina das crianças. Estou no projeto desde o início e me sinto muito feliz e honrado por poder fazer parte desse trabalho de grande importância para o crescimento desses jovens que aqui treinam”, exaltou o professor.

Além de duas salas com tatames dentro do estádio, o Vasco da Gama também cede o auxílio do Departamento Médico da categoria de base do clube, responsável por atender as grandes promessas do futebol. Quimonos, dojo e inscrições em campeonatos são proporcionados pela parceria entre LBV, Super Rádio Brasil e Prime Esportes.

“Essa parceria entre as instituições ajudam e sempre ajudaram muito. Se não fossem eles, dificilmente estaríamos aqui hoje, talvez nem tivéssemos começado há dois anos. Então o auxílio que eles dão deve ser exaltado. Aqui temos toda uma estrutura, incluindo o departamento médico do clube, o que, para um esporte de contato como o nosso, é extremamente essencial”.

No último final de semana, alunos do projeto se testaram na segunda edição do Portela Open de Jiu-Jítsu, realizado dentro da quadra da escola de samba de Madureira, e medalhas das mais variadas cores foram conquistadas.

“Acredito que tenha sido uma experiência inesquecível para eles. Foram lutas duras, que fizeram eles darem o melhor, como sempre deve ser no dia a dia, não somente dentro do tatame, mas em todas as situações da vida. Alguns conquistaram medalhas de ouro, outros de prata, alguns de bronze, outros nem no pódio subiram, mas o importante é entenderem que o que realmente vale são os ensinamentos, que muitas vezes vêm com a derrota”, declarou Noronha.

Jovens buscam no projeto uma chance para, quem sabe, viverem do Jiu-Jitsu (Foto: Leonardo Fabri)
Jovens buscam no projeto uma chance para, quem sabe, viverem do Jiu-Jitsu (Foto: Leonardo Fabri)

Além do soldado Noronha, os outros responsáveis próximos pelo suporte dado ao projeto por parte da UPP são a comandante tenente Jennifer e a subcomandante 2º tenente Alessandra.

“Acreditamos que com esse projeto essas crianças, adolescentes, jovens em geral, podem almejar um futuro melhor, podem ter um norte além do que muitos na mesma situação que eles não tiveram no passado. A gente dá o suporte, resta a eles a parte do comprometimento, da dedicação, pois aliando tudo isso eles conseguirão alcançar seus objetivos, senão como atletas, pelo menos como cidadãos”, acredita.

Source: Tatame

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