Com CT novo, Pederneiras fala sobre retorno de José Aldo e garante: “Foco é pegar o cinturão de volta”

No último sábado, o CT foi palco de um seminário de Marco Ruas

Depois de mais de um ano de obras, finalmente André Pederneiras inaugurou o novo centro de treinamentos da Nova União. Além de servir de quartel-general para os treinos da equipe, o local ainda abrigará eventos de MMA, Jiu-Jitsu e seminários. Em entrevista exclusiva ao PVT, Dedé falou sobre esta nova área, além do retorno de José Aldo e os desempenhos de alguns de seus atletas.

Finalmente, o centro de treinamento ficou pronto. Foi quanto tempo de obra?

De obra foi um ano e meio direto. Demos uma parada agora, mas vamos continuar fazendo outras coisas. A gente deve levar mais uns seis meses pra terminar o que falta, como alojamento e área de preparação física, mas o principal está pronto. Conseguimos treinar e fazer os eventos aqui, que eram as duas maiores necessidades. O total é de 1800 metros quadrados, só de área de treino é 600m2, fora arquibancada e outras coisas.

O UFC anunciou no fim da semana passada o retorno do José Aldo para dezembro, contra o Ricardo Lamas. O que você achou dessa escolha?

A gente já sabia do adversário, só faltava saber a data. Agora vamos treinar duro, assim como fizemos pra outra luta, pra dar certo desta vez de novo. Ele é um adversário duro. Na verdade, a primeira opção era o Cub Swanson, mas ele acabou não aceitando. Aí o UFC ofereceu o Ricardo Lamas e a gente aceitou. Na verdade, nunca negamos adversário nenhum. Ele está bem tranquilo. Já está treinando normal, no ritmo de camp novamente. Agora é esperar a hora chegar.

O plano é vencer o Lamas e já ter um novo title-shot?

Sim. A ideia é fazer essa luta agora e esperar o resultado do Max Holloway contra o Frankie Edgar, e então ter a revanche com um ou com o outro. O Frankie, por ter vencido duas vezes, e o Holloway por ter perdido essa última.

Há planos também de subir de categoria ou fazer super lutas?

Na verdade, nesse momento o foco é pegar o cinturão de volta. O Aldo seria assim o único atleta a pegar e recuperar o cinturão três vezes. Não tem nenhum outro atleta que fez isso, então nossa ideia é aproveitar essa oportunidade para conseguir fazer isso.

A Poliana Botelho, depois de lidar com algumas contusões seguidas, finalmente conseguiu estrear no UFC. O que você achou desta primeira luta dela?

O resultado foi ótimo. Estreia no UFC é sempre muito difícil. Já vimos atletas muito duros e bem treinados que chegam ali na hora e não conseguem render o que rendem normalmente. Dentro do possível ela conseguiu render bem. Acho que o jogo da adversaria prejudicou visualmente a luta, e o juiz acabou dando margem a isso. Se ele tivesse visto que a intenção dela era só travar a luta e tivesse afastado por mais vezes a luta não teria ido até o final. Na única vez em que a Poliana esteve mais solta foi no final, onde ela deu um giratório, chute na cabeça, derrubou caindo na guarda e dando cotoveladas, então se a luta tivesse corrido mais solta acho que o nocaute tinha vindo.

Um dia antes da estreia dela, o Dudu Dantas acabou perdendo o cinturão do Bellator. Como você analisou essa derrota?

Na verdade, no último round, vi mais um vacilo do Dudu, sem desmerecer a vitória do adversário. A partir do terceiro round o Dudu começou a dominar, que era o que a gente esperava. O cara iria cansar e ele começaria a defender todas as quedas. O Dudu dominou o terceiro e ganhou o quarto. No quinto, que era o round decisivo, o Dudu esperou demais, e acabou escutando o que a gente falava só nos trinta segundos finais. Ali, ele pressionou, passou para as costas…  Se ele tivesse feito tudo desde o início teria dominado o round mais cedo, porque estava mais inteiro que o cara. Naquele momento ele hesitou e acabou perdendo o cinturão.

Como está o mercado de eventos de MMA? Com muitos alunos, você tem tido dificuldades em conseguir lutas para todos?

Os eventos, até pela crise brasileira, acabaram reduzidos a 10% do que existiam. Aí a gente ainda vê uma demanda menor de contratações de brasileiros pelo UFC, e no Bellator a mesma coisa. Então, estamos começando a caçar eventos pelo mundo inteiro. Na Ásia, agora também na Rússia, estamos botando atletas lá. Estamos tentando colocar atletas em todos os eventos fora do Brasil porque realmente é o que dá dinheiro, pois eles não conseguem se manter financeiramente lutando apenas aqui. Eles precisam lutar lá fora pra fazer um dinheiro e viver da luta.

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Source: Portal

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