Gabriel Oliveira analisa joelhada brutal no Rizin FF e fala sobre Kawajiri: ‘Já caiu fora de órbita’; assista

Por Yago Rédua

De Macaé, no interior do Estado do Rio de Janeiro, para o mundo. Gabriel Oliveira, invicto no MMA e dono de cinturões de algumas organizações nacionais, se aventurou no Rizin FF no último domingo (15), em Fukuoka (JAP), e conquistou um belo nocaute com uma joelhada certeira no experiente Tatsuya Kawajiri. O japonês, conhecido como “Crusher”, é um respeitado lutador e tem passagens por UFC, Shooto, PRIDE, entre outras franquias.

Em entrevista à TATAME, Gabriel, dono de um cartel com dez vitórias e nenhuma derrota, analisou o triunfo sobre Kawajiri e disse que vem treinando essa joelhada há um tempo na academia. Durante o combate, afirmou que estava apenas esperando o momento “certo”.

“Esse movimento (joelhada) eu treino muitas vezes, quase todos os dias dentro da minha academia. Eu já espero que todos eles vão querer me colocar para baixo, pois essa é a única saída da maioria deles. Depois que levantamos, eu senti que ele estava exausto. Eu e meu córner sabíamos que ele iria dar a vida no segundo round para me colocar para baixo, então, eu só mantive a calma e esperei o momento certo para aplicar aquela joelhada. Foi técnica pura, limpa, quando ele caiu eu já sabia que estava fora de órbita”, contou Gabriel.

Além disso, o lutador da Paraná Vale-Tudo falou sobre a oportunidade em lutar no Rizin, sua conversa com a organização japonesa após o belo nocaute e a chance de participar do GP dos Galos no fim de 2017, em Tóquio (JAP). Gabriel também deixou claro que não sabe o que virá pela frente na sua carreira, contudo, disse que está “confiante” no futuro.

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Confira abaixo a entrevista na íntegra com Gabriel Oliveira:

– Oportunidade de participar do Rizin FF

A oportunidade de lutar com o Kawajiri surgiu para mim. Enxerguei como uma grande oportunidade de aparecer. Um grande nome desse esporte e que merece respeito, mas os tempos são outros e, hoje, nós estamos no meu tempo. Eu ainda não tenho certeza sobre o que vem por aí, temos algumas coisas em vista, o trabalho da Top Fight Agência com meu empresário Gilliard Paraná tem sido incrível. Então, deixo nas mãos dele. Mas, por enquanto, é isso: nada 100% fechado. Só quero ganhar em dólar novamente (risos).

– Reconhecimento e vontade de voltar

A maioria das pessoas só passaram a me conhecer agora, mas eu venho lutando pela sobrevivência nos eventos do Brasil há muito tempo. A experiência de lutar no Japão foi incrível, um dos momentos mais importantes não só da minha carreira, mas da minha vida. O apoio dos fãs japoneses foi algo surreal, foi tudo muito novo pra mim. Esperei muitos anos para ter um momento como esse e eu sabia que tudo daria certo. Estou muito honrado em ter lutado no Japão e voltar a lutar lá é, talvez, minha maior vontade hoje.

– Conversa com Rizin e difícil adaptação

Claro que teve uma conversa (com o Rizin). Vocês viram aquele nocaute? Foi coisa linda, parecia videogame. Kawajiri tem 50 lutas no cartel e só foi nocauteado duas vezes em toda sua vida. Eu sai de Macaé, sofri com a viagem, com o fuso horário. Mal consegui dormir durante a viagem. Nos cinco dias antes da luta, eu só tive uma noite decente de sono e, mesmo assim, cheguei lá e quase quebrei o maxilar dele. Imaginem o que eu posso fazer em condições normais? É claro que eles (Rizin) me querem. Não só eles (risos).

– Vontade de fazer parte do GP peso-galo

Eu fui muito bem tratado pelo Rizin, principalmente, pela parte financeira. A vitória sobre o Kawajiri me deu muita visibilidade e agora podemos trabalhar para melhorar ainda mais as coisas. Eu quero muito voltar a lutar no final do ano que é quando terá o próximo evento em Tóquio. Mas não tem nada fechado, apenas possibilidades, mas uma delas é de eu entrar no GP peso-galo que terá grandes nomes como Ian McCal e Horigushi. E bom, eu estive perto desses e dos outros caras desse GP, e todos eles pareciam crianças perto de mim. Eu sou um peso galo enorme pra eles e eles certamente sabem disso.

Source: Tatame

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