Árbitro comenta ‘confusão’ com McGregor e se defende de acusação: ‘Jamais forçaria a luta a continuar”

Horas após Conor McGregor se manifestar sobre a confusão no Bellator 187, em Dublin, na Irlanda, na última sexta-feira (10), e “atacar” o árbitro pela atuação no confronto entre Charlie Ward, seu companheiro de equipe, e John Redmond, foi a vez do outro protagonista da história contar a sua versão. Marc Goddard, que estava arbitrando a luta, fez um longo post em sua conta no Facebook.

O árbirtro afirmou que não chegou a decretar o fim do confronto e, sim, o término do primeiro round. Goddard revelou que não ouviu o som da sirene ao fim do assalto, por causa do barulho da torcida, após o knockdown aplicado por Ward.

“Neste momento exato, eu não podia e não tinha feito minha determinação que John estava fora da luta ou não estava em posição de se defender inteligentemente. O soco e a ação subsequente naturalmente resultaram num grande de barulho da torcida, que foi tão significante que eu já tinha determinado que não conseguiria ouvir o sino no final do round, e tomei a decisão de intervir com a crença de que o sino já havia tocado, quando de fato ainda não tinha tocado. Isto é um fato crítico para os procedimentos subsequentes”, relatou o árbitro, afirmando que desejava “restaurar ordem”.

“Meu único pensamento nesse momento era notificar Charlie Ward e sua equipe no córner da minha decisão no momento, e restaurar ordem à área de luta. Além disso, a condição de John Redmond e subsequentemente trazer o médico no período de descanso para fazer uma determinação. É claro, a confusão que se sucedeu impediu completamente que isso acontecesse. Esse é o resultado das ações de uma pessoa (McGregor)”, postou Goddard.

O árbitro ainda deixou claro que não “empurrou” McGregor, afirmou que não deseja que o irlandês seja punido, mas que os fatos sirvam de lição para evitar novos problemas. Goddard ainda contou que não queria “levantar um lutador inconsciente” e muito menos “forçar alguém a lutar”, como destacou “Notorious”, em seu comunicado.

“É de importância imperativa que este ponto seja entendido: uma vez que eu sei que eu entrei entre os lutadores e interrompi aos 4m59s (ou a qualquer momento), então a luta está oficialmente encerrada e não há como voltar. Novamente, neste ponto estava categoricamente claro para mim que John Redmond realmente não estava em condições de continuar, e o vencedor por direito foi Charlie Ward. Se eu tivesse sido permitido a fazer minha determinação sem a interferência de pessoas não autorizadas no cage, a confusão subsequente não teria ocorrido e o protocolo normal teria sido aplicado. Eu então notifiquei todos os envolvidos e nós pudemos concluir a luta oficialmente e satisfatoriamente. Em nenhum momento eu tentei ‘levantar um lutador inconsciente’ (ele não estava insconsciente) e é claro que eu jamais ‘forçaria a luta a continuar’”, encerrou.

Source: Tatame

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