Campeão do ADCC nas divisões até 88kg e 99kg, Yuri Simões faz mistério para edição 2019: ‘Até lá a gente vê’

Por Yago Rédua

Em setembro deste ano, a cidade de Espoo, na Finlândia, recebeu mais uma edição do ADCC. E nela, Yuri Simões faturou sua segunda medalha dourada no maior evento de luta agarrada do mundo, no entanto, diferente de 2015, quando foi campeão na categoria até 88kg, desta vez, o pupilo da Caio Terra se tornou o rei na divisão até 99kg. Em entrevista à TATAME, o casca-grossa analisou sua jornada até a consagração e a nova conquista.

“Foi uma longa jornada, comecei acima do peso e voltando de uma cirurgia, então tive que correr atrás do prejuízo nos três meses que tive para me preparar, mas no final deu tudo certo. A regra (do ADCC) é muito específica, o tempo de luta também e, sabendo que a luta final pode durar até 40 minutos, tem que estar no gás”, apontou Yuri, que comentou sobre as “guerras”, em especial, contra Felipe Preguiça, na decisão da sua divisão.

“Com certeza o nível dos atletas era altíssimo. Até porque, para o cara lutar o ADCC, ele tem que se qualificar de alguma maneira, seja ganhando a seletiva ou ganhando algum título de expressão. Então, ninguém caiu ali de paraquedas, todos ali devem ser respeitados. E, cada luta, é uma guerra. Acho que, de todas as lutas, a mais dura foi a final, pelo tempo de luta e por ser contra o Felipe Preguiça, que tem um Jiu-Jitsu que dispensa comentários”, disse Yuri sobre Preguiça, que no absoluto brilhou com o título.

Ao comparar as duas medalhas douradas que tem no ADCC, em 2015 e 2017, Yuri apontou que a conquista mais recente foi mais “difícil”. O faixa-preta de Jiu-Jitsu ainda revelou que uma “lesão” o tirou da corrida no absoluto, disputa mais cobiçada entre os lutadores.

“Vejo como uma conquista muito especial na minha carreira. Acho que o último ADCC (foi mais difícil), pelo fato de eu estar voltando de uma lesão complicada, e por ser em uma categoria mais pesada. (Sobre o absoluto) eu acabei me machucando na final. No fim das contas, não foi nada sério e já estava de boa após algumas semanas, mas na hora eu não sabia a gravidade e preferi preservar minha saúde”, contou o campeão, falando sobre o processo para subir de categoria e deixando no ar um mistério para a edição de 2019.

“Dessa vez eu não precisei fazer dieta por um tempo tão longo, então foi mais suave nesse aspecto. Quanto ao treino, foi tão intenso quanto. Treinei Wrestling e Jiu-Jitsu todos os dias, de segunda a sábado (as vezes até no domingo) e também fazia preparação quatro vezes por semana. Procurei treinar com mais inteligência e foco em posições específicas que achei que fariam a diferença no resultado em uma categoria diferente. Até lá a gente vê… (em qual divisão estará lutando em 2019)”, encerrou o multicampeão sem quimono.

Source: Tatame

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