ADCC – Olimpíadas da Luta agarrada completam 20 anos

Mario Sperry, Carlson Gracie, Sheik Tahnoon e Mark Keer em uma das edições – Foto: Marcelo Alonso

Na última terça-feira, 20 de março, as olimpíadas da luta agarrada (ADCC) completaram 20 anos de existência. Em 12 edições já realizadas, o evento criado em 1998 pelo Sheik dos Emirados Árabes Tahnoon Bin Zayed proporcionou uma verdadeira revoluções nas artes marciais, tendo lançado vários campeões para o mundo do MMA, como Ronaldo Jacaré, Demian Maia, Fabrício Werdum,  Georges St-Pierre SP, Matt Serra, Ricardo Arona, Roger Gracie e Rany Yahya. Além de atraído nomes já consagrados nos ringues e octógonos dispostos a se testarem no maior torneio de grapplers do mundo, como Mark Kerr, Mario Sperry, Renzo Gracie, Royler Gracie, Tito Ortiz, Vitor Belfort, Matt Hughes, Amaury Bitetti e tantos outros.

Curioso lembrar como tudo começou: em 1995, quando o Sheik Tahnoon assistiu pela primeira vez às fitas de Royce Gracie vencendo os UFC’s 1, 2 e 4. Ao ver aquele brasileiro magrinho finalizar 10 oponentes de diversas modalidades distintas, vencendo sem dificuldades três torneios, o nobre, cuja família era dona de 9% de todo o petróleo do mundo, decidiu pegar um avião e conhecer de perto aquela arte, acompanhado de seu secretário Guy Nievens.

Os dois se matricularam na Gracie Barra San Diego, onde o brasileiro Nélson Monteiro dava aulas. Matriculado como Ben, o humilde árabe fez Monteiro imaginar que o “patrão” era na verdade o empregado do inglês. Graças a sua dedicação, Ben acabava pegando os treinos mais duros. No fim de um semestre de treinos, o dedicado Ben se apresentou e fez uma irrecusável proposta para que o brasileiro se mudasse para o seu país, onde passou a dar aulas diárias para o nobre.

Cada dia mais apaixonado pela arte brasileira, Tahnoon teve a ideia de criar em 1998 o ADCC, um torneio com regras híbridas que englobasse todas as modalidades de luta agarrada, como Jiu-Jitsu, Wrestling, Judô, Sambo, Luta-Livre etc. Nascia assim o Abu Dhabi Combat Submission Wrestling World Championship (ADCC).

Depois do sucesso da primeira edição, realizada para um número limitado de convidados, no qual Mario Sperry foi o grande nome (campeão do peso até 99kg e do absoluto), Tahnoon decidiu trazer os maiores nomes do grappling e do MMA mundial para a segunda edição, gastando mais de 1 milhão de dólares entre passagens, estadia de cinco dias em hotel cinco estrelas e mais premiação para os mais de 300 grapplers do mundo inteiro.

A partir desta segunda edição, o ADCC seria confirmado como uma espécie de olimpíadas da luta agarrada. E, após quatro edições seguidas (1998,1999, 2000 e 2001), Tahnoon passaria a realizar o evento em anos alternados e em lugares distintos do globo.

Tive a honra de cobrir três edições em Abu Dhabi. Depois, uma em São Paulo no ano de 2003; uma na Califórnia em 2005; e outra em New Jersey em 2007. Abaixo listei alguns capítulos que me marcaram nestas seis edições que cobri.

Davi x Golias

Marcelinho Garcia também marcou seu nome no evento – Foto: Marcelo Alonso

O momento mais aguardado de todas as edições é o último dia, quando Sheik Tahnoon escolhe os 16 atletas que mais se destacaram nas cinco categorias de peso (66, 77, 88, 99 e acima de 99kg) para compor a tão aguardada chave do absoluto, que costumava ter nas primeiras edições um prêmio de 40 mil dólares, valor que só os grandes nomes do MMA ganhavam na época.

Centenas de duelos antológicos foram possíveis graças a esta combinação entre destaques de várias categorias, mas obviamente os confrontos extremos é que chamavam mais a atenção de todos. Dentre os chamados “clássicos Davi e Golias”, dois são os mais lembrados até hoje entre os mais marcantes da história do evento.

O primeiro ocorreu em 1999 e abriu a categoria absoluto confrontando o homem mais temido do mundo do Vale-Tudo na época, Mark Kerr, que acabara de vencer a categoria acima de 98kg, com o genial Léo Vieira, que, pesando 73kg, foi destaque da categoria até 77kg (ficou em 4º lugar perdendo para Jean Jaques na semifinal). O escorregadio Leozinho deu um trabalho danado para o gigante que não conseguia achá-lo no tatame. No final, Kerr, mesmo sem fazer nenhum ponto, venceu com uma vantagem na prorrogação.

Mas sem dúvida, a luta mais marcante da história dos absolutos ocorreu no ADCC de Los Angeles em 2005. Foi o confronto entre o futuro campeão pesado do UFC Rico Rodriguez (128kg), já consagrado no MMA, e Marcelo Garcia (77kg), o novo talento da Alliance na época. Ao conseguir chegar às costas do americano, Garcia imediatamente conquistou a torcida local. Rico conseguiu se defender, mas o brasileiro novamente chegou às costas do gigante, que desta vez perdeu a paciência e se jogou de costas no chão. A atitude antidesportiva de Rodriguez revoltou a torcida, que explodiu na sequência quando Garcia atacou um leglock e obrigou o grandalhão a bater. Este seria o primeiro de muitos shows que Garcia daria no ADCC. Hoje o mineiro é o único tetracampeão  (2003, 2005, 2007 e 2011) da história do ADCC e também detém o título de maior finalizador da história do show. Até a última edição que cobri (2007), Garcia havia conseguido a marca de 17 finalizações em 22 lutas, batendo o recorde anterior, que pertencia a Jean Jaques Machado.

Jiu-Jitsu x Wrestling

Criado por Tahnoon para confrontar as principais modalidades de luta agarrada, era natural que, assim como no MMA, o clássico Jiu-Jitsu e Wrestling marcasse também a história do ADCC. E foram dezenas de confrontos marcantes. Nos pesos leves (67 e 76kg) os wrestlers nunca se criaram e normalmente acabavam finalizados, mas nas categorias mais pesadas, as disputas sempre foram mais parelhas. Teve Matt Hughes vencendo Ricardo Cachorrão por pontos em 2000; Cachorrão finalizando Mike Van Arsdale em 2001; Carlão Barreto perdendo por pontos para Mark Kerr numa luta que todos gostariam de ver no MMA em 1999, Werdum finalizando Matt Lindland em 2003; Ricardo Arona finalizando Roger Neff em 2001 e derrubando Mark Kerr em 2003;  Cacareco finalizando Chael Sonnen em 2003. Em suma, assim como no MMA, Wrestling e Jiu-Jitsu sempre protagonizaram os maiores clássicos do ADCC.

Jacaré x Cachorrão, o maior clássico

Com 12 competições confrontando os melhores grapplers do mundo em 20 anos é muito difícil escolher a melhor luta. Mas sem dúvida alguma, das seis edições que cobri, a que mais me marcou foi a semifinal da categoria até 87kg em 2003 entre Ronaldo Jacaré (Asle) e Ricardo Cachorrão (Gracie Barra). Tática: segurar o gás para uma final com o campeão de 2001, Saulo Ribeiro? Nada disso. Os dois deram de ombro para a “chatura” da regra que só começa a computar pontos após os primeiros dez minutos, e lutaram buscando a finalização por 40 minutos (tempo normal mais três prorrogações). Resultado: a galera de pé aplaudindo um show de quedas e tentativas de finalização, que acabou com a vitória de Ronaldo Jacaré por 6 x 0. Na final, Jacaré, exaurido após a guerra, acabou não sendo páreo para seu conterrâneo hexacampeão mundial de Jiu-Jitsu.

Jiu-Jitsu e Luta-Livre unidos

Um dos pontos mais interessantes que Tahnoon conseguiu realizando o ADCC foi amenizar a animosidade entre Jiu-Jitsu e Luta-Livre. Nos longos trechos da viagem entre Rio – Frankfurt – Abu Dhabi, representantes das duas modalidades, que até então não se bicavam, passaram a entender que nas olimpíadas da luta agarrada representavam todos a bandeira do Brasil. As brincadeiras nos bastidores e os antológicos passeios que o Sheik promovia em seu iate no dia seguinte à competição ajudaram a botar um ponto final na guerra que marcou a história das modalidades nos anos 80 e 90. O clima de união nos bastidores ajudou a melhorar o clima dentro do próprio Jiu-Jitsu, que na época também “não permitia proximidade” entre escolas rivais.

A genialidade de Jean Jaques Machado

Jean Jacques mostrou toda sua genialidade – Foto: Marcelo Alonso

O fato de nascer sem quatro dedos da mão esquerda poderia não ter nenhuma importância caso Jean Jaques Machado escolhesse o futebol como profissão, mas quis o destino que ele e seus quatro irmão (Roger, Rigan, John e Carlos) fossem criados junto com os primos Carlinhos, Crolin e Rillion Gracie escolhendo o Jiu-Jitsu como forma de ganhar o pão de cada dia. Com um talento acima da média para as competições de quimono, Jean Jaques conquistou os principais títulos no Jiu-Jitsu nos anos 80 e 90, e exatamente pelo seu currículo conquistou uma vaga na segunda edição do ADCC na categoria até 77kg.

Se no Jiu-Jitsu, onde a pegada tem extrema importância, sua técnica já impressionava, imagine no submission. Resultado: Jean Jaques se destacou em três edições do evento. Em 1999 finalizou quatro lutas e foi campeão (destaque para as finalizações sobre os campeões do Shooto Hayato Sakurai e Caol Uno). Em 2000 Jean não venceu, mas convenceu: finalizou Marcio Cromado e Mike Burnet em menos de 3 minutos; depois fez 9 x 0 em Leonardo Vieira, mas acabou perdendo para o primo Renzo Gracie numa final monótona.

Em 2001 o Machado completou o saldo de 9 finalizações em 14 lutas no ADCC. Nesta edição, venceu três lutas no absoluto e só perdeu na final, para Ricardo Arona.

A consagração de Ricardo Arona

Mesmo ainda sendo faixa marrom, Ricardo Arona chegou ao ADCC 2000 com pinta de campeão. Não só por ter conquistado a vaga na seletiva nacional, mas principalmente por ter vencido (na seletiva interna da Carlson) o bicampeão mundial absoluto na faixa preta Amaury Bitetti, numa luta antológica com 3 prorrogações (Carlson me permitiu fotografar e posso garantir que estaria tranquilamente entre as maiores lutas da história do evento).

Em Abu Dhabi, Arona pegou o pior lado da chave da categoria até 99kg. Depois de passar pelo japonês Kanehara, eliminou dois campeões do ano anterior: Jeff Monson (pegou as costas) e Kareem Barkalaev, que em 1999 havia vencido a divisão até 88kg (categoria que tinha Libório, Amaury, Renzo e Fábio Gurgel). A luta entra Arona e o russo é uma das mais polêmicas da história do evento. Os dois chegaram a trocar tapas. Mas quando o combate voltou, o brasileiro conseguiu uma queda que, mesmo sem ser estabilizada, acabou sendo definitiva para os juízes. O russo não aceitou a derrota e acabou tendo uma atitude desrespeitosa fazendo um gesto obsceno em direção à tribuna, sendo imediatamente preso e deportado para seu país só com a roupa do corpo. Na final, Arona fez outra guerra com o já consagrado no UFC Tito Ortiz e venceu na decisão, conquistando o título e a faixa preta que lhe foi entregue no pódio pelo mestre Ricardo Libório.

Um olheiro japonês estava presente e, imediatamente após o evento, convidou o brasileiro para estrear no show japonês RINGS. No ano seguinte Arona voltaria ao ADCC e, numa atuação consagradora, venceria oito lutas, conquistando peso e absoluto e ganhando o direito de enfrentar seu ídolo Mark Kerr na superluta de 2003. De quebra, o Tigre, após o ADCC 2001, recebeu um convite para lutar no Pride.

A consagração de Roger Gracie

O mata-leão de Roger Gracie em Ronaldo Jacaré no ADCC de 2005 – Foto: Marcelo Alonso

Depois de perder para Joh Olav Einemo no ADCC São Paulo em 2003, Roger voltou em 2005 dando um show de técnica finalizando suas oito lutas e vencendo peso e absoluto. Destaque para a final com o arquirrival Ronaldo Jacaré, que o havia vencido no ano anterior naquela histórica final do absoluto no Mundial, com o braço quebrado. Desta vez, porém, Roger pegou as costas, e com um mata-leão não deu chances a valentia de Jacaré, que foi obrigado a bater para não apagar.

10 campeões do UFC no ADCC

Fabrício Werdum: Werdum é o único dos 10 campeões do UFC que também foi bicampeão do ADCC (2007 nos EUA e 2009 na Espanha). Curioso é que Fabricio entrou no evento em 2003 graças a um pedido especial de Mark Kerr. Werdum o havia ajudado a treinar para a superluta com Ricardo Arona (2003, São Paulo) e quando soube que Rico Rodriguez havia se contundido a poucas semanas do ADCC em São Paulo, o wrestler americano pediu ao Sheik Tahnoon que colocasse seu sparring na chave dos pesados. Resultado: Werdum acabou sendo um dos grandes nomes da competição, ficando em 2º na categoria (perdeu para Marcio Pé de Pano na final) e 3º no absoluto (venceu a revanche com Pé de Pano na disputa do bronze). O Show no ADCC levaria Werdum ao Jungle e, menos de dois anos depois, ao Pride, onde estreou finalizando Tom Erikson.

Murilo Bustamante: Três anos antes de vencer Dave Menne no UFC 35 e se tornar o primeiro brasileiro campeão da categoria dos médios, Murilo Bustamante lutou em duas edições do ADCC.  Em 1999 lutou peso e absoluto. Começou no peso finalizando o wrestler Dexler Casey e eliminando o duríssimo Ricardo Cachorrão (2×0). Mas na semifinal Murilo seria eliminado por Saulo Ribeiro (5×0). No absoluto venceu Ivan Slaverry, mas foi eliminado por Rico Rodriguez, que passou sua guarda. Em 2000 Murilo voltaria a lutar no peso, mas acabaria eliminado pelo wrestler Mike Van Arsdale na segunda fase.

Vitor Belfort: Quatro anos após sua estreia no UFC 12 (1997) e três anos antes de conquistar o cinturão dos meio-pesados em cima de Randy Couture (UFC 46), Vitor Belfort participou da última edição do ADCC em Abu Dhabi. Convidado especial de Sheik Tahnoon, o Fenômeno lutou no peso (acima de 99kg) e no absoluto. Na categoria, Vitor finalizou com um mata-leão o japonês Hiroki Fukuda, mas foi eliminado na segunda luta pelo campeão, o sul-africano Mark Robinson, 40kg mais pesado. No absoluto, Belfort venceria o japonês Genki Sudo (3×0) e eliminaria Rico Rodriguez com uma queda (2×0). Mas nas semifinais faria uma luta combinada com o parceiro de Carlson Ricardo Arona.

Josh Barnett: Três anos antes de conquistar o cinturão dos pesados no UFC 36 com um nocaute em Randy Couture, Barnett foi testar seu nível de solo com os melhores do mundo e acabou sendo derrotado duas vezes. Primeiro por Mark Kerr no peso (acima de 99kg), e depois, para Garth Taylor no absoluto.

Tito Ortiz: Um mês antes de vencer Wanderlei Silva no UFC 25 e iniciar seu reinado de três anos como campeão meio-pesado do UFC, Tito Ortiz conquistaria o 3º lugar na categoria até 99kg no ADCC 2000. Após finalizar Mike Van Arsdale, Ortiz foi eliminado por Ricardo Arona na semifinal, neste que foi o combate mais duro que o campeão fez para chegar ao título. Ortiz ainda voltou no absoluto, onde finalizou Rumina Sato com um mata-leão e surpreendeu o campeão mundial Rodrigo Comprido numa das melhores lutas do evento.

Matt Hughes: Sete anos antes de se consagrar como um dos maiores nomes da história dos meio-médios do UFC (cinco defesas de cinturão), Matt Hughes também fez um senhor teste no ADCC. Sem vagas em sua categoria (até 77) e na de cima (até 88kg), Hughes decidiu lutar duas divisões acima (até 99kg), e mesmo assim conquistou um honroso 4º lugar. Hughes estreou vencendo Ricardo Cachorrão, depois aplicou um belo suplê e finalizou o parceiro Jeremy Horn. Na semifinal, Hughes acabou eliminado pelo 15kg mais pesado (campeão de 99) Jeff Monson, que perderia na final para Arona. Na disputa do terceiro lugar, Hughes perderia para o compatriota Tito Ortiz.

Rodrigo Minotauro:  Oito anos antes de conquistar o cinturão interino dos pesados no UFC 81 em cima de Tim Sylvia, Rodrigo Minotauro também lutou no ADCC. O baiano participou do torneio quinze dias após a polêmica derrota para Dan Henderson na semifinal do RINGS, quando rompeu um ligamento do joelho. Curioso é que, ao constatar a gravidade da contusão do baiano, o médico local se recusou a aplicar um analgésico para mascarar a dor. Capengando e com uma joelheira marcando o alvo, Rodrigo ainda conseguiu vencer por pontos o vice-campeão de 1999, Sean Alvarez, mas na luta seguinte, Rico Rodriguez seguiu o mapa da mina e, num bote certeiro, finalizou o brasileiro com um leglock. No ano seguinte, Rodrigo fecharia seu contrato com o Pride e nunca mais lutaria no ADCC.

George St Pierre: Um ano antes de se consagrar no UFC em 2006, se transformando no maior peso meio-médio da historia do evento, o canadense GSP esteve lutando na 6ª edição do ADCC em Los Angeles. Para seu azar, caiu do lado da chave do campeão da seletiva brasileira, Leonardo Santos (campeão do TUF 3). GSP foi finalizado aos 42 segundos de luta com um armlock voador

Matt Serra: Sempre que se fala das maiores zebras da história do UFC, o nome de Matt Serra vem à tona, obviamente, por aquela histórica vitória sobre o canadense GSP no UFC 69 em 2007. O que muita gente não lembra é que muito antes disso, em 2001, Matt Serra já havia surpreendido o mundo do grappling com uma vitória inesperada sobre outro gênio, Jean Jaques Machado. Após roubar a cena no ADCC em 99 e 2000, Machado chegou como favorito absoluto em 2001. Mas Serra surpreendeu e, após finalizar Takanori Gomi com um mata-leão, contou com a contribuição tática do mestre Renzo em seu corner para neutralizar Jean Jaques e ainda ganhar o premio de melhor luta desta edição. Na semifinal, Serra mais uma vez calou os brasileiros ao finalizar o vencedor da seletiva brasileira, Léo Santos, que eliminara Léo Vieira por 3×0 na segunda fase. Na final, Serra teve que abrir para o parceiro de Gracie Barra Marcio Feitosa, que acabou com o ouro, enquanto Léo Santos venceu Rodrigo Gracie na disputa pelo terceiro lugar.

Rico Rodriguez : Antes de vencer Randy Couture no UFC 39 e se sagrar campeão peso pesado do evento em 2002, o faixa preta dos irmãos Machado Rico Rodriguez esteve presente em três edições do ADCC. Foi campeão da categoria acima de 99kg fazendo apenas uma luta na 1º edição, em 1998. Na 2º edição, quando Tahnoon passou a trazer atletas do mundo todo, perdeu para Sean Alvarez no peso e Hayato Sakurai no absoluto. Em 2000, Rico ganhou a prata na categoria ao finalizar Minotauro, vencer Carlão Barreto e perder na final para Mark Kerr. Em 2003 se contundiu a poucas semanas do evento em São Paulo e acabou abrindo a vaga para a estreia de Fabricio Werdum.

  • “Mario Sperry, Carlson Gracie, Sheik Tahnoon e Mark Keer em uma das edições – Foto: Marcelo Alonso”
  • “Os donos da festa – Foto: Marcelo Alonso”
  • “Abertura de uma edição – Foto: Marcelo Alonso”
  • “Jean Jacques mostrou toda sua genialidade – Foto: Marcelo Alonso “
  • “Ricardo Libório em ação no ADCC – Foto: Marcelo Alonso”
  • “Kerr e Carlão, um duelo de gigantes – Foto: Marcelo Alonso”
  • “Enfrentando gigantes, Marcelinho Garcia marcou seu nome na história do evento – Foto: Marcelo Alonso”
  • “Arona é um dos grandes personagens da história do evento – Foto: Marcelo Alonso”

O post ADCC – Olimpíadas da Luta agarrada completam 20 anos apareceu primeiro em Portal do Vale Tudo.

Source: Portal

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *