Após ouro duplo no Brasileiro, Gabi Pessanha quer repetir feito no Mundial: ‘Minha diversão é lutar’

Por Yago Rédua

Uma das grandes promessas do Jiu-Jitsu Brasileiro, Gabrieli Pessanha, da Infight/MD, vem colecionando medalhas douradas nas grandes competições. A lutadora, que compete como faixa-roxa adulto, levou o ouro duplo no Brasileiro, realizado em Barueri (SP), além de repetir o feito no Pan e Rio Open. Em entrevista à TATAME, Gabi analisou a campanha no título nacional e a projeção para o Mundial, no fim deste mês, na Califórnia (EUA).

“Graças a Deus, eu consegui lutar com alegria. Muitas meninas fortes, experientes, mas deu tudo certo. Consegui impor o meu jogo. Todo campeonato me motiva para melhorar como atleta, como pessoa. O Brasileiro está me motivando muito. Não importa se eu ganhei peso e absoluto, isso já passou. Agora é focar no Mundial, treinar mais. Tenho uma experiência muito boa no Brasileiro, que parece doideira, mas me tocou muito. Em novembro, no Sul-Americano (também em Barueri), passando por um caminho que vamos para o ginásio (José Corrêa), que é perto da casa em que ficamos, estavam começando a construir um prédio e sempre passamos por ali. No Brasileiro, eu passando pelo mesmo caminho, vi o prédio gigantesco, já pronto. Eu falei: “que incrível”. Em cinco, seis meses, o cara fez esse prédio. Eu levei isso para o Jiu-Jitsu. O que eu posso fazer em cinco, seis meses? Treinar muito. E sozinha, não posso fazer isso, preciso de uma equipe para me ajudar a treinar”, comentou Gabi, que seguiu contando sobre a preparação:

“A preparação está boa, os treinos estão fortes e espero ser campeã (mundial) peso e absoluto. A minha expectativa é ir com alegria, dá o meu melhor que a medalha vai vir. A minha diversão é lutar e na minha categoria tem muita menina dura, meninas sinistras. Sem desmerecer ninguém, mas pra mim, a minha maior adversária sou eu mesma, porque eu luto contra os meus próprios medos. Eu posso lutar com uma menina que todo mundo fale: “Ah, ela é fraca”. Só que se eu não tiver com a mente boa, não estiver alegre, não vai dar certo. Então, é uma luta diária. Até mesmo no campeonato, se você lutar com nervosismo, você não vai lutar bem. Se você travar, você acaba não indo bem”, apontou.

Moradora da Cidade de Deus, comunidade da Zona Oeste do Rio de Janeiro, e representante do Projeto Social Lutadores de Cristo, Gabi Pessanha contou como, através do Jiu-Jitsu, pode sair para competir fora do país e inspirar outros jovens.

“Viajar é muito bom. Eu gosto de viajar primeiro para lutar, que é fazer o que eu gosto. É um grande benefício você conhecer novas pessoas, ter novas experiências, um novo país, uma nova cultura, uma nova língua. Mesmo que eu não entenda nada o que a pessoa esteja falando e ao contrário também, a pessoa ainda tenta se comunicar por sinais. Eu gosto muito de viver novas experiências. Trazer uma medalha para o Brasil é magnifico, ainda mais para motivar as crianças da Cidade de Deus. Elas pensam: “Poxa, ela conseguiu treinando aqui”. É muito bom. Eu só tenho gratidão a Deus, porque sem ele, eu não sou nada”, encerrou a lutadora, que vai em busca de mais um ouro duplo na carreira.

Source: Tatame

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