Nika fala sobre Jiu-Jitsu como ferramenta de inclusão e foco no Mundial Master: ‘Maior objetivo’

Faixa-marrom da Checkmat, Nika Schwinden realiza um grande trabalho com Jiu-Jitsu para mulheres, tendo hoje uma turma com cerca de 30 alunas, de diversas idades. Deste grupo, cinco meninas representaram a “família Nika” no Campeonato Brasileiro da CBJJ, realizado no início deste mês, em Barueri (SP). Ela, claro, acompanhou tudo de perto.

Em entrevista à TATAME, a lutadora comentou sobre a participação da sua turma no Brasileiro, ressaltando a importância do Jiu-Jitsu como ferramenta de inclusão, além de revelar o seu foco para o Mundial Master, programado para agosto, em Las Vegas (EUA).

“Foi muito emocionante pra todas nós, porque vieram cinco meninas, mas as 30 “lutaram”, porque uma depende da outra lá no treino para ter essa evolução e vir aqui, fazer a diferença. Elas treinam duas vezes por semana, em média, e uma foi campeã brasileira, três vice-campeãs, todas fazendo muitas lutas, e a gente teve a Aninha, que tem Síndrome de Down, que fez uma luta de apresentação que foi um show à parte. Então, a nossa turma é mista no sentido de que a minha “caçula” tem oito anos, a mais velha 49 anos, a Aninha, então a nossa turma acolheu e abrange todas as mulheres em geral mesmo… Donas de casa, médicas, fisioterapeutas, nós temos de tudo lá e esse é o nosso diferencial”, contou.

Confira o restante da entrevista com Nika Schwinden:

– Trabalho voltado para mulheres dentro do Jiu-Jitsu

Quando eu comecei a treinar no Jiu-Jitsu, eu percebi que não tinham turmas exclusivas para mulheres “comuns”, ou eram competidoras, que treinavam no misto, mas as mulheres tinham pouquíssimo espaço no tatame, então eu tive a oportunidade de começar a dar aulas particulares para algumas meninas, essas aulas se tornaram uma turma feminina, que hoje tem, em média, 30 mulheres, e são treinos exclusivos. As aulas são montadas exclusivamente para elas, então elas são diferenciadas de um treino misto.

– Jiu-Jitsu como ferramenta de inclusão social

Eu acredito que o Jiu-Jitsu é uma das melhores ferramentas que existe para qualquer tipo de inclusão. Como eu disse, eu não acredito na inclusão em turmas diferenciadas, apesar de eu ter uma turma só para mulheres, mas fazer uma turma de Jiu-Jitsu só para pessoas com Síndrome de Down, você está colocando uma diferenciação que não necessita. Você pode fazer a sua turma ser heterogênea de qualquer maneira, depende do trabalho empregado, do amor empregado e da colaboração de todo mundo. Eu tenho muita sorte com as minhas alunas, porque são muito acolhedoras e dão um grande exemplo.

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– Motivo de não lutar o Campeonato Brasileiro

Eu vinha de competição, sem parar, há uns cinco anos. Eu adoro competir, só que meu corpo começou a pedir socorro, e há um ano e meio eu venho lutando em cima de lesão, não treinando o que eu gostaria, então ou eu parava e começava a selecionar os campeonatos, e na verdade, esse ano o Mundial Master é o mais importante para mim, ou eu ia começar a me decepcionar comigo, e o nosso objetivo é sempre ser melhor, e isso não estava acontecendo. Eu já sou nove vezes campeã brasileira, então preferi não disputar e focar direitinho no Mundial Master para representar bem as minhas meninas. 

– Foco e preparação para o Mundial Master da IBJJF

Estou fazendo fisioterapia para me recuperar melhor das lesões e chegar bem para o Mundial, que é meu maior objetivo. Além disso, estou treinando com grandes pessoas, porque temos que estar com os melhores para que o nosso desempenho seja em alta.

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Source: Tatame

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