Floyd Mayweather pode voltar a lutar em breve, diz site americano

Mayweather é um dos maiores boxeadores de todos os tempos (Foto: Reprodução Facebook Floyd Mayweather)

Mayweather é um dos maiores pugilistas da história (Foto: Reprodução Facebook Floyd Mayweather)

Floyd Mayweather pode estar próximo de voltar aos ringues. Após se aposentar pela segunda vez em agosto deste ano, quando nocauteou Conor McGregor em uma superluta realizada em Las Vegas (EUA), o lendário pugilista teria, de acordo com o site norte-americano TMZ’, revelado a fontes próximas que está disposto a voltar a competir profissionalmente.

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O boato ganhou ainda mais força após Money publicar, na última semana, um vídeo treinando em sua academia. Ainda não informações oficiais sobre a decisão do lutador, mas o retorno pode acontecer até mesmo na especulada revanche com McGregor, que também não definiu qual será o seu futuro no mundo das lutas.

Vale lembrar que Mayweather já havia se aposentado pela primeira vez em setembro de 2015, quando venceu Andre Berto, encerrando o período inativo 23 meses. Aos 40 anos, Floyd tem o incrível cartel de 50 vitórias em 50 lutas profissionais, feitos que o colocam como um dos melhores pugilistas de todos os tempos.

Source: Portal da Luta

Vídeo: confira o triângulo de mão usado por Magomedsharipov para finalizar brasileiro no UFC Xangai

Único representante do Brasil no card do UFC Xangai, no último sábado (25), Sheymon Moraes foi finalizado por Zabit Magomedsharipov, em sua estreia no Ultimate. O daguestanês mostrou seu afiado repertório para controlar a luta e encaixar um triângulo de mão no oponente, já no terceiro round. O lutador do leste europeu é visto como um dos futuros da divisão dos penas da franquia.

Confira abaixo:

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Source: Tatame

Shooto Brasil 78: Carlão Silva aplica belo nocaute e fatura cinturão inaugural dos super-leves

A noite de domingo (26) marcou a 78ª edição do Shooto Brasil. Após aderir às novas categorias de peso incorporadas as Regras Unificadas de MMA, o evento coroou Carlão Silva como o primeiro campeão da divisão dos super-leves (até 74,8kg). Na Arena Upper, no Rio de Janeiro, o potiguar bateu o paulista Felipe Douglas na luta principal e marcou seu nome como detentor do título da nova categoria. Na co-luta da noite Roger Berger surpreendeu e bateu o experiente Zezão Trator por finalização após estar perdendo a luta. O card contou com outras oito lutas com destaque para Diego Fiuri, que nocauteou Vavá Lana ainda no round inicial.

Protagonistas da luta principal da noite Carlão Silva e Felipe Douglas disputaram o cinturão inaugural da categoria dos super-leves, recém-incorporada ao Shooto Brasil. Com carteis parecidos os dois não mantiveram essa igualdade dentro do cage. Depois de um início estudado, com ambos trocando poucos golpes, Carlão Silva acertou um jab certeiro na ponta do queixo de Felipe, que já caiu quase apagado. O árbitro ainda esperou para ver se o paulista iria se recompor, mas Carlão veio para cima e finalizou o duelo com mais uma sequência de socos. Belo nocaute e a categoria do super-leves conheceu seu primeiro campeão.

Na co-luta principal da noite o experiente Zezão Trator encarou Roger Berger. Com passagens por eventos internacionais como Bellator e ACB, Trator parecia que iria fazer valer sua experiência e seu vigor físico ao dominar boa parte do duelo. Mas no round final, Roger se recuperou e achou uma guilhotina letal para virar a luta e sair vitorioso por finalização. No confronto entre Diego Fiuri e Vava Lana o que se viu foi praticamente um monólogo. Melhor desde o início, Diego não teve dificuldades para impor seu jogo de ground and pound e vencer Vavá por nocaute técnico ainda no round inicial.

O confronto entre os pesos-pesados Wagner Maia e Raphael Pessoa, que seria o main event da edição 76 do Shooto, decepcionou o público presente na Arena Upper. Quem esperava um nocaute, tradição dos dos duelos entre atletas mais pesados, viu um embate muito truncado, desenrolado quase todo na luta agarrada. No final, melhor para Raphael que venceu por unanimidade. Já o embate entre Klinger Pinheiro e Victor Paçoca foi exatamente o oposto e levantou a galera. Com muita trocação e disposição os dois atletas protagonizaram uma verdadeira batalha, vencida por Victor com um mata-leão fatal no round derradeiro. Na única luta feminina desta edição, Marcela Giantomassi se recuperou de um knockdown sofrido com alguns segundos de combate para bater Valesca Tina por decisão dividida.

Nas lutas inaugurais do Shooto Brasil 78 a velha máxima de “só o jiu-jitsu salva” imperou. Os destaques foram Heder Araújo e Alan Alves. O primeiro não tomou conhecimento de Wesley Cesar e achou uma bela finalização por mata-leão ainda no round inicial. Já o segundo teve um pouco mais de trabalho, mas bateu o africano radicado no Brasil Mohamed Camara com um triângulo no segundo assalto. Vandirson Alves e João Paulo King foram outros vencedores da noite ao baterem Felipe Oliveira e Lincoln Barbosa, respectivamente.

CONFIRA OS RESULTADOS

Shooto Brasil 78
Arena Upper, Flamengo (RJ)
Domingo, 26 de novembro de 2017

Card principal

Carlão Silva derrotou Felipe Douglas por nocaute no 1R
Roger Berger finalizou Zezão Trator com uma guilhotina no terceiro round
Diego Fiuri derrotou Vavá Lana por nocaute técnico no 1R
Raphael Pessoa derrotou Wagner Maia por decisão unânime dos jurados
Victor Paçoca finalizou Klinger Pinheiro com um mata-leão no 3R
Marcela Giantomassi derrotouValesca Tina por decisão dividida dos jurados
João Paulo King derrotou Lincoln Barbosa por decisão unânime dos jurados
Vandirson Alves derrotou Felipe Oliveira por nocaute tecnico no 2R
Alan Alves finalizou Mohamed Camara com um triângulo no 2R
Heder Araujo finalizou Wesley Cesar com um mata-leão no 1R

Source: Tatame

Aldo volta a Detroit sete anos após primeiro cinturão no UFC, exalta treino nos EUA e não descarta lutar em Belém

José Aldo viaja nesta segunda para Detroit, onde faz a revanche contra Max Holloway no próximo sábado para tentar retomar o cinturão peso-pena do UFC. Coincidentemente, foi na mesma cidade que o brasileiro foi anunciado oficialmente como o primeiro campeão da história da categoria, em 2010.

“É um fator especial, foi lá que eu virei campeão do UFC, onde oficialmente o Dana me entregou o cinturão, então estamos voltando de novo para mais um reinado, começando por Detroit de novo”, promete Aldo.

Embora esteja focado em Max Holloway, o manauara José Aldo não nega o desejo de, caso obtenha sucesso no próximo sábado, defender o título no UFC Belém, marcado para o dia 03 de fevereiro.

“A gente já vinha conversando sobre isso com o Dedé para ver as datas, mas primeiramente eu tenho que ganhar o cinturão agora. Aí sim, quem sabe, lutar lá no Norte, mais próximo da minha cidade natal… É uma possibilidade, mas primeiramente tenho o Holloway, tenho que subir degrau a degrau, e o primeiro degrau é o Holloway. Vencendo ele, a gente pode sentar e quem sabe fazer uma luta lá”, explicou.

Após a derrota para Holloway em junho deste ano, no Rio, o brasileiro passou uma temporada treinando boxe na Califórnia com o renomado Robert Garcia. Para ele, uma experiência fundamental.

“A gente tinha uma visão de que eu tinha um boxe bom, mas chegando lá e treinando com os melhores boxeadores, vários campeões mundiais, eu vi que eu sou apenas um iniciante ainda, tinha muito a evoluir, então eu pude ficar com eles e aprender coisas para colocar no meu jogo, o que foi fundamental para mim”.

UFC 218

Detroit, EUA

Sábado, 02 de dezembro de 2017

CARD PRINCIPAL (a partir de 1h, horário de Brasília):
Peso-pena: Max Holloway x José Aldo
Peso-pesado: Francis Ngannou x Alistair Overeem
Peso-mosca: Henry Cejudo x Sergio Pettis
Peso-leve: Eddie Alvarez x Justin Gaethje
Peso-palha:Tecia Torres x Michelle Waterson

CARD PRELIMINAR (a partir de 21h15, horário de Brasília):
Peso-leve: Paul Felder x Charles do Bronx
Peso-meio-médio: Yancy Medeiros x Alex Cowboy
Peso-leve: Drakkar Klose x David Teymur
Peso-palha: Cortney Casey x Felice Herrig
Peso-meio-médio: Abdul Razak Alhassan x Sabah Homasi
Peso-meio-Pesado: Jeremy Kimball x Dominick Reyes
Peso-palha: Amanda Cooper x Angela Magaña
Peso-pesado Allen Crowder x Justin Willis

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Source: Portal

Gordon Ryan confirma boa fase e finaliza Ralek Gracie em superluta do Metamoris; assista

No domingo (26), aconteceu mais uma edição do Metamoris. A luta principal do evento foi o confronto entre Gordon Ryan e Ralek Gracie, nos tatames da Gracie Academy, em Torrance, na Califórnia (EUA). A disputa foi sem quimono e tinha o tempo de 20 minutos, sem a contagem de pontos. Se não houvesse finalização, seria declarado empate. Mas, Ryan não fez questão de usar o tempo que tinha a disposição.

O campeão até 88kg do último ADCC e vice-campeão absoluto, Gordon mostrou mais uma vez a boa fase que vive e finalizou Ralek com pouco mais de dez minutos de luta. O lutador da Renzo Gracie Academy aplicou um triângulo, mas foi encaixando o golpe de maneira invertida e foi pressionando até o oponente desistir do confronto.

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Source: Tatame

Erberth Santos triunfa e conquista peso e absoluto no Sul Americano de Jiu-Jitsu; saiba mais

Neste fim de semana foi realizado no Ginásio Poliesportivo José Corrêa, em Barueri (SP), o Sul Americano de Jiu-Jitsu da IBJJF. Foram três dias de competições, com a participação de grandes nomes da arte suave. O campeão mundial Erberth Santos, do Esquadrão Brasileiro, brilhou no evento e faturou o ouro duplo, ao conquistar a categoria dos pesadíssimos e o absoluto, sobre Dimitrius Souza, da Alliance.

Com o vice-campeonato no peso-aberto, Dimitrius levou para casa o ouro na divisão dos pesados. Na categoria dos galos, Rodnei Barbosa foi o campeão. Já nos plumas, Hiago George faturou o primeiro lugar e nos penas a medalha dourada foi para Isaque Paiva.

Confira todos os vencedores do Sul Americano, aqui

Na categoria dos leves, Jacob Mackenzie conquistou o lugar mais alto do pódio. O título dos médios ficou com a fera Isaque Bahiense. No meio-pesado e super-pesado, as medalhas douradas ficaram com Matheus Souza e Rodrigo Ribeiro, respectivamente.

Carina Santi brilha entre as mulheres

Entre as mulheres, Carina Santi brilhou e foi campeã ouro duplo. A lutadora da G13 BJJ primeiro conquistou o título na categoria dos pesados. Na sequência, venceu Bia Basílio na final do absoluto. Com a medalha de prata no peso-aberto, Bia garantiu o topo da categoria dos leves.

Amanda Nogueira faturou a medalha de ouro na divisão dos penas, enquanto Sábatha dos Santos foi a vencedora nos leves. Nos meio-pesados, Erin Elizabeth foi a campeã. Já Joaquina dos Santos subiu ao topo do pódio nos super-pesados.

Equipes campeãs

A Cícero Costha ficou com o título por equipes entre os homens. Já a GFTeam subiu ao primeiro lugar do pódio entre mulheres.

Source: Tatame

Olho Neles! As promessas do UFC 218

O último mês do anos começa não com um, mas com dois eventos neste final de semana, liderados por duas disputas de cinturão que prometem muita ação.
Mais UFC 218: Aldo encara revanche com “nova visão” | Confira o card completo
O segundo card da semana, que será realizado no Little Caesars Arena em Detroit, está repleto de talentos emergentes que você vai querer ficar de olho daqui para frente.
Aqui estão três deles. Olho Neles!

Dominick Reyes
O meio-pesado de 27 anos recebeu muita at … Read the Full Article Here
Source: UFC

Aldo, Do Bronx e Cowboy: o trio brasileiro do UFC 218

O UFC 218, evento que acontece neste sábado (2), em Detroit, nos Estados Unidos, será liderado pela disputa entre Max Holloway e Jose Aldo, em revanche pelo cinturão dos pesos-pena.
E além do ex-campeão, que busca retomar o posto que foi seu por anos, outros dois atletas brasileiros entrarão em ação no evento, com duelos igualmente difíceis e essenciais para seus respectivos futuros no octógono. Confira um pouco sobre cada um deles.
Mais UFC 218: As promessas do evento | Aldo encara revanche com “nova vis&atild … Read the Full Article Here
Source: UFC

Inscrições para Taça Guanabara, organizado pela FJJD-Rio, chega ao fim nesta segunda-feira (27); confira

O Circuito Rio Mineirinho chegou ao fim no último dia 29 de outubro, porém, para a alegria dos fãs, a FJJD-Rio irá organizar uma etapa extra – sem contar pontos para o ranking – para coroar a temporada 2017, a Taça Guanabara. O evento será no dia 2 de dezembro, no Clube Municipal, Zona Norte do Rio, e a organização promete uma celebração do Jiu-Jitsu.

Além da festa para as crianças com o Festival Kids, que irá distribuir presentes e organizar brincadeiras especiais, a Taça Guanabara será disputada em todas as classes, do pré-mirim ao master. A FJJD-Rio também informou que a partir de 2018, esta etapa fará parte do ranking.

A Taça Guanabara também vai coletar 1kg de alimento de atletas e torcedores, que serão distribuídos para famílias carentes do Rio de Janeiro. A ação faz parte de uma parceria da FJJD-Rio com a LBV (Legião da Boa Vontade).

O Festival Kids tem se tornado tradicional sob o comando do professor Maurício Abreu (Foto: Click Art’Suave)

Garanta a sua vaga na Taça Guanabara 2017 clicando aqui

Vale destacar que as inscrições para a Taça Guanabara foram prorrogadas até a próxima segunda-feira (27). Não fique de fora dessa e garanta já o seu lugar.

Source: Tatame

Tricampeã do ADCC, Gabi revela desejo por tetra e vontade de lutar o próximo Mundial da IBJJF

Por Mateus Machado

Afastada das competições de Jiu-Jitsu desde que resolveu focar somente no MMA, onde luta pelo evento japonês Rizin FF e está invicta, com quatro vitórias, Gabi Garcia voltou embalada para os torneios de grappling em setembro, onde fez uma bela campanha e, depois de três lutas, conquistou o ADCC 2017, derrotando Talita Treta na grande final.

Agora tricampeã do maior torneio de grappling do mundo, Gabi Garcia segue com desejo de conquistar mais títulos na arte suave, apesar do seu foco seguir no MMA. Em entrevista exclusiva à TATAME, a gaúcha revelou o desejo de se sagrar tetracampeã do ADCC já na próxima edição do torneio, em 2019, e também afirmou que pretende disputar o Mundial de 2018 da IBJJF.

“Agora, é esperar 2019 para conquistar o tetracampeonato, preciso treinar muito para isso. Tem a Hannette Staack, que é uma lenda do ADCC, a Kyra Gracie, que são tricampeãs também, como eu, então quem sabe, eu faça diferente mais uma vez na história, marque o meu nome de novo. (Sobre o Mundial da IBJJF) Ano que vem eu completo 10 anos do meu primeiro título na faixa-preta, então eu vou lutar, sim, o Mundial do ano que vem, isso está confirmado já para a minha cabeça. Eu espero não ter uma luta de MMA perto, mas se tiver, eu vou tentar treinar o Jiu-Jitsu e o MMA. Mas eu vou lutar nessa comemoração de 10 anos para tentar buscar mais um peso e absoluto, quem sabe encerrar a minha carreira de quimono da melhor forma possível”, disse a lenda do Jiu-Jitsu feminino.

Confira a entrevista completa com Gabi Garcia: 

– Preparação para disputar o ADCC

Eu não tinha certeza se iria para o ADCC… Estava quase tudo certo que eu não iria há alguns meses, por conta de duas lesões, na clavícula e no joelho, e isso vem me incomodando. Só que, na minha preparação para o MMA, eu treino Wrestling três vezes por semana e continuo treinando Jiu-Jitsu, mas não da mesma forma que eu treinava para as competições. Uma semana antes (do ADCC), eu fui no meu advogado e perguntei se poderia lutar, ele ficou de me dar uma resposta, e um dia antes (da viagem), me disseram que eu poderia. O Cobrinha já tinha viajado, e aí eu falei com representantes da Gracie Barra Costa Mesa, que é o lugar onde treino Wrestling com o meu coach, e perguntei se poderia fazer um treino com eles. Daí eu fiz um treino de posição, de Wrestling, umas posições de Jiu-Jitsu com eles e foi isso. Mas eu vinha fazendo o meu cardio… Eu não cheguei na minha melhor forma porque eu fiquei mais de um mês sem treinar por conta da lesão, não estava com a cabeça muito boa. Mas eu precisava lutar o ADCC, mesmo sem saber se ia vencer ou não, para fazer o que eu gosto, que é lutar Jiu-Jitsu. Eu amo o MMA, mas eu estava precisando lutar Jiu-Jitsu. Eu precisava lutar uma vez na minha vida sem a pressão de ser a favorita… Até escutei algumas meninas falando que já tinha passado a ‘Era Gabi’, que não tinham medo de lutar comigo, e na verdade, não precisam ter esse medo. E eu acho que eu fiz um dos melhores ADCCs da minha carreira, porque eu lutei com a cabeça, eu saí dos EUA sabendo que seria a campeã, com a certeza de que eu ganharia o título do ADCC. A minha cabeça mudou um pouco, tanto é que na minha primeira luta, a menina foi para uma chave de pé, depois para o leglock, aí eu rodei e, quando eu vi o pé dela sobrando, eu ataquei e acabei machucando, mas eu acho que é uma nova Gabi. Eu acho que mudei minha cabeça, estou pensando mais em mim, estou mais madura. Acho que fiz um campeonato bonito, tecnicamente, lutei muito bem.

– Retorno a uma competição de grappling

Foi sensacional. Eu sempre durmo no avião, e dessa vez eu não consegui, foi difícil dormir, porque eu queria chegar e lutar logo, estava numa adrenalina muito grande. Mas eu fiquei calma em todas as lutas, acredito que estou mais madura, o MMA também me trouxe isso. Eu soube controlar minha adrenalina, sabia o que ia fazer nas minhas lutas, desenhei o que ia fazer, e na minha primeira luta, a menina acelerou muito, entrou embaixo de mim bem rápido, tentou duas finalizações… Até o Fábio (Gurgel) falou pra eu ter calma, mas não fui eu que acelerei, foi ela, mas deu certo, né? Foi a finalização mais rápida do campeonato. A energia foi muito boa, o público da Finlândia me aplaudindo, foi algo surreal. Acho que o público do Jiu-Jitsu começou a mudar comigo e eu estou muito feliz. Acredito que foi um dos títulos mais importantes para mim, como competidora… Mostrar para as pessoas que eu sou a Gabi Garcia. Não falem da boca para fora, não julguem as pessoas. Quem muito julga, está aí a minha resposta para elas (risos).

– Revanche contra Jessica Flowers e pedido por mais reconhecimento às lutadoras

É bom deixar claro sobre a Jessica (Flowers). Eu tenho um respeito enorme por ela. Eu sabia que seria uma luta muito dura, eu perdi para ela em 2015… Eu nunca falei que achei que foi uma luta roubada, porque a Jessica lutou melhor que eu naquele ADCC (em São Paulo). Eu não estava com a minha cabeça lá, não era a Gabi naquele ADCC. A Jessica é uma menina muito dura, mas eu sabia que se eu passasse por ela, seria campeã da categoria, porque ela estava do meu lado na chave. Depois da luta, eu fui conversar com ela, e a Jessica disse: ‘Poxa, Gabi, as pessoas nem sabem que eu ganhei de você (no ADCC 2015)’. O que me deixa chateada ainda no Jiu-Jitsu ainda é a mídia. Parece que para você conseguir as coisas, você precisa ter um biotipo, as pessoas não aceitam como os outros são, não aceitam se você é magro, gordo, forte… Não aceitam nada, você tem que ser do biotipo que as pessoas acham que você deve ser. Acho que muita gente me ama por ser como eu sou, assim como muitos me odeiam pelo mesmo motivo, mas ninguém deu méritos para a Jessica quando ela ganhou de mim, mas deram méritos para a Mackenzie, que foi uma luta roubada, todo mundo viu que foi uma luta roubada. E a Mackenzie fez o nome em cima de mim. Está certo, não posso falar nada, todo mundo fala de revanche… Não existe revanche com alguém que eu já lutei mais de 15 vezes.

Na verdade, não tenho nada contra a Mackenzie, acho que ela está fazendo o trabalho dela. Se eu tiver que lutar com ela alguma vez, por mim tudo bem, mas ela fez o nome em cima de mim, está certa, não posso reclamar, deixei na mão dos juízes e perdi a luta. Mas acho que deveriam ter dado o mérito para a Jessica também, assim como deram para a Mackenzie, mas não foi o que aconteceu. Acredito que as pessoas precisam olhar o Jiu-Jitsu de uma outra forma. O público do Jiu-Jitsu tem que mudar isso, de o biotipo ter que ser esse ou aquele para vender. É uma coisa que fica chata… Foi como aconteceu no ADCC desse ano, quando a Mackenzie perdeu no campeonato e o público do ginásio inteiro veio abaixo, e eu acho que é uma sensação ruim de sentir. Acredito que ela não gostou de sentir, assim como eu não gostava de sentir na época que eu perdi, as pessoas torcerem para você perder. Construíram em volta dela uma coisa que a deixaram em um ‘plano superior’, e que agora ela está sofrendo as consequências, e eu fico chateada até por ela, porque todo mundo perde. Mas a Jessica é uma menina muito dura, foi a minha luta mais difícil. É uma das adversárias mais difíceis que já tive, junto com a Ana Laura e a Bia Mesquita. Tenho muita admiração por ela.

– Final contra Talita Treta no ADCC

A final com a Treta, assim, eu postei até uma foto com ela, porque tenho uma admiração muito grande. A gente luta há muitos anos… Ela é uma amiga minha, tem uma história de vida muito bonita, é uma batalhadora. Ela vem da mesma leva de faixas-preta que eu, sempre foi muito respeitosa com as adversárias. No início da carreira, ela era um pouco doidinha, mas acho que foi amadurecendo com o tempo. A gente já se encontrou várias vezes, ela tem um jogo de meia-guarda muito difícil, mas deu tudo certo no final. A Treta está indo para a carreira dela no MMA também, ela está no Bellator e tem tudo para ter uma trajetória bonita. Tenho muito respeito, foi muito legal ter feito a final contra ela.

– Sensação de conquistar o tricampeonato e desejo de fazer história com o tetra em 2019

A sensação de conquistar o tricampeonato foi uma das maiores felicidades, eu estava precisando disso, dessa sensação, essa alegria. Eu passava pelo pódio e falava que precisava estar ali. Eu me enxergava com a medalha dourada, e na hora que fiz a primeira luta, vi que as pessoas estavam torcendo por mim, percebi que foi a melhor decisão que eu tomei de última hora. Eu estava muito feliz e conquistar o tricampeonato foi demais, foi uma volta às competições bem melhor do que eu pensava. Agora, é esperar 2019 para conquistar o tetracampeonato, se Deus quiser, preciso treinar muito para isso. Tem a Hannette Staack, que é uma lenda do ADCC, a Kyra Gracie, que são tricampeãs também, como eu, então quem sabe, eu faça diferente mais uma vez na história, marque o meu nome de novo. Eu acho que o ADCC é o melhor campeonato de luta agarrada do mundo e ter sido a campeã fez o meu ano mais feliz.

– Vontade de lutar o Mundial de Jiu-Jitsu em 2018

Eu tenho muita vontade de lutar de quimono ainda. Eu me inscrevi no Pan-Americano (desse ano), mas infelizmente não pude lutar por conta de um erro na confirmação das equipes da Alliance. Mas ano que vem eu completo 10 anos do meu primeiro título na faixa-preta, então eu vou lutar, sim, o Mundial do ano que vem, isso está confirmado já para a minha cabeça. Eu espero não ter uma luta de MMA perto, mas se tiver, eu vou tentar treinar o Jiu-Jitsu e o MMA. Mas eu vou lutar nessa comemoração de 10 anos para tentar buscar mais um peso e absoluto, quem sabe encerrar a minha carreira de quimono da melhor forma possível. Como todo mundo viu, eu lutei sem patrocinador, sem nenhuma marca no ADCC, porque eu estou me despedindo do Jiu-Jitsu, das competições. Provavelmente eu não vá me despedir do ADCC, porque eu ganhei, estou classificada (para 2019), mas a gente não sabe, tem dois anos ainda. Mas eu acho que vai dar tudo certo e ano que vem, sim, estarei confirmada para lutar o Mundial. Não sei se vai ser o meu último Mundial, não posso confirmar 100%, mas eu estou com vontade de lutar de pano e vou deixar essa vontade acumular para lutar no ano que vem o Mundial. Estou de volta.

– Esperava voltar de uma maneira tão positiva?

Apesar da minha cabeça estar boa, eu não esperava voltar tão bem… Eu pensei que poderia sentir um pouco do meu gás, até por não estar no ritmo por causa da lesão e do tempo parada. Mas eu não senti nada. Eu estava com tanta vontade de lutar que nada me afetou. Eu acho que fiz o melhor ADCC da minha carreira, porque eu estava feliz, bem feliz. Acho que voltei da melhor maneira possível, com todos falando bem de mim. Consegui fazer algumas técnicas que nem uso durante das lutas, mas deu tudo certo, foi um ADCC perfeito.

Gabi Garcia faturou o tricampeonato do ADCC, ao vencer Talita Treta na final (Foto reprodução Instagram)

– Próxima luta pelo Rizin

Eu tenho um contrato com o Rizin e eu vou lutar no Ano Novo. O meu contrato tem algumas lutas, sou contratada deles, então eu estou confirmada para lutar no card do final de dezembro, no Ano Novo. Não sei quem é minha adversária ainda, mas eu já voltei para a minha dieta. Acho que voltei tão empolgada que já voltei até a treinar, mesmo com uma lesão no pé. Depois dessa volta ao MMA, alguns torneios de Jiu-Jitsu me contataram para eu estar fazendo algumas superlutas, então vamos ver o que vai acontecer daqui para frente. Não dá para fazer tudo também, mas o meu foco agora é o MMA, no dia 31 de dezembro, no Rizin.

Source: Tatame